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livro “vila olímpia”


A Editora Terceiro Nome e a Pinacoteca do Estado de São Paulo convidam para
o lançamento do livro e abertura da exposição ” Vila Olímpia” de Fernando Stickel.

Quem acompanha aqui pelo blog o trabalho fotográfico que venho fazendo pelo meu bairro sabe da importancia da realização desta exposição e do correspondente livro.
Estou MUITO contente com o resultado, todos que participaram dos dois (exposição e livro) projetos, e que me apoiaram e incentivaram também estão MUITO satisfeitos. Portanto falta apenas a visita de vocês no próximo sábado!

é isso, por fernando stickel [ 8:51 ]

exposição “vila olímpia”


Entramos na semana final! Tudo providenciado, livro pronto, fotos entregues na Pinacoteca. Agora só falta a visita de vocês no próximo sábado!

A Pinacoteca do Estado e Fernando Stickel convidam para a abertura da exposição de fotografias “Vila Olímpia”.
Abertura: 20 Maio, sábado, das 11:00 às 14:00h
Exposição de 21 Maio a 25 Junho 2006, terça a domingo das 10:00 às 18:00h

Pinacoteca do Estado de São Paulo Praça da Luz 2 01120-010 São Paulo SP tel 11 3229-9844

é isso, por fernando stickel [ 8:45 ]

nasceu!!!


Raras ocasiões são tão felizes quanto o nascimento de um filho.
Dar à luz um livro é uma delas, e o meu livro de fotografias “Vila Olímpia” nasceu ontem, 4 Maio 2006 às 18:30h!!!
Com excelente saúde, corado, pesando 700 gramas, medindo 26 x 20cm, contém 128 páginas, muitas, muitas cores.
Os bebês de verdade costumam ter apenas um pai e uma mãe, já os livros bem mais, no caso de “Vila Olímpia” os seguintes:
Mary Lou Paris – Editora Terceiro Nome
Iris Di Ciommo e Guilherme Valverde – Design gráfico
Diógenes Moura e Bruno Mortara – Texto
German Lorca – Foto do fotógrafo (eu)
Miguel Pacheco e Chaves, Ana Lucia Pinto, Kelly Polato – Pré impressão
Copypress – Impressão
Fernando Stickel – Fotos e texto

O livro será lançado no próximo dia 20 Maio 2006, simultâneamente com a inauguração da exposição das minhas fotos, com curadoria de Diógenes Moura, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 9:32 ]

escultura boi


Lá pelos anos 80, acho que foi em 1984, o José Carlos BOI Cezar Ferreira e eu nos demos pequenas esculturas de presente de aniversário um para o outro.
Esta é a peça que eu dei para ele, que continua em cima da mesa de trabalho dele.

é isso, por fernando stickel [ 19:25 ]

floaters 2


Escrevi sobre os “floaters” em 1984, quando morava em New York.
Está publicado no meu livro “aqui tem coisa”

é isso, por fernando stickel [ 9:13 ]

photo magazine – cidade perfeita


Louco de curiosidade saímos Sandra e eu depois do jantar à procura da revista Photo Magazine Nº 5. Logo a encontramos, e em casa, devidamente acompanhados de uma lata de sorvete, devorei o texto do Diógenes, que adorei principalmente pela descoberta da “Cidade Perfeita”, que é exatamente a minha procura, a perfeição no meio do caos, e que agora tem nome.

Cidade Perfeita

As imagens de Fernando Stickel remetem a uma cidade perfeita, ao contrário dos grafites, que com sua ira de torcida de futebol organizada, qualquer superfície limpa é afeita para ser imediatamente poluída.

Numa imagem assinalada por uma geometria simples, um recorte negro interrompe o olhar para quase criar um terceiro plano a medida que uma esfera de vidro propõe ao espectador descpbrir que tubo azulado é aquele que ali está. O que se passa por trás desse primeiro plano? Quais as referências dessa quase abstração? O que se esconde num anúncio cujo ponto de fuga é quase um segredo? As respostas estão, ou estavam, num bairro paulistano sem muita personalidade chamado Vila Olímpia. Estão na série que o fotógrafo e artista plástico Fernando Stickel vem descobrindo nas ruas e recantos daquele bairro desde 2003. Estavam porque a cidade, seu corpo, seus músculos, adormece com uma cor e no dia seguinte sua vida cotidiana já lhe trocou as roupas, as dores, os sons, o gozo, os dias, as noites, as palavras. A fotografia não estará mais ali.

Ao contrario da “destruição” visual imposta pelos grafites com sua ira de torcida de futebol organizada, onde qualquer superfície limpa é afeita para ser imediatamente poluída (costuma-se falar que é a arte dos sem vozes) as imagens de Stickel praticamente nos remetem a uma cidade perfeita. Límpida, o que São Paulo não é; harmonizada em suas cores, muito menos; deliciosa de olhar em seu devaneio geométrico, tampouco.
Stickel criou uma série em muitos momentos com uma apuradíssima fatura pictórica, o que leva sua fotografia para a ponta de um bisturi, que perscruta as veias da própria cidade.

São imagens beirando o sonho, produzidas em fases que se completam dentro da simplicidade de detalhes comuns, imperceptíveis a olho nú: um corte de luz solar por trás de um tonel cria um drama onde se pode escutar barulho em volta; uma lanterna interrompendo novamente o negro de um muro qualquer se transforme num minuto de silêncio japonês; uma pin-up fragmentada entre luz e sombra, com seu corpo americanizado, é capaz de interromper o passo, para ser vista.

A cidade de Stickel tem seu mapa geográfico situado entre imagem, palavra e um raciocínio que nos leva para a construção de um filme. Uma sessão particular que, de tão sutíl e vinda de uma penumbra (mesmo com sua explosão luminosa) requintada, ultrapassa a expectativa do dia-a-dia e banha São Paulo com ternura urbana.

Jornalista, escritor e roteirista, Diógenes Moura é curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Atualmente finaliza sua primeira novela, “Um Nome – Ensaio para Sinônimos”
( Obrigado Diógenes e obrigado Nildo, Diretor de Redação da Photo Magazine )

é isso, por fernando stickel [ 0:14 ]

operação baravelli 17


Na exposição do Baravelli no Espaço Fundação Stickel, da esq para a direita, eu, Walter Appel e Baravelli.

é isso, por fernando stickel [ 0:37 ]

cassio & fernando

Los dos amigos em exposição no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

é isso, por fernando stickel [ 22:51 ]

mundinho ridículo

Lancei meu livro aqui tem coisa em Dezembro de 1999, e desde então o envio, vez por outra, de presente para alguém.
São pessoas que conheci em eventos artísticos ou festas, ou em raríssimos casos para desconhecidos que eu gostaria que conhecessem um pouco do meu trabalho.
Existem também casos de pessoas que viram meu livro na casa de alguém, e aí me encontram e comentam: -Puxa, que legal teu livro, onde encontro? E aí, naturalmente, eu dou de presente.
Após enviar, fico aguardando a reação do presenteado. Algumas são extremamente gratificantes, como a da Fal, ou do Edemar Cid Ferreira, da Brasil Connects que, educadíssimo, me agradeceu enviando um maravilhoso livro do Instituto Cultural Banco Santos. Outros me brindam com um sonoro silêncio
Tudo isso para comentar que dia desses (já houveram outros eventos como esse), encontrei em uma exposição conhecidíssima figura do mundo das artes, a quem havia enviado meu livro.
Perguntei o que havia achado do presente, e a figura, visívelmente embaraçada, disse que sim, havia recebido… e só. Nem obrigado falou. E aí fico me perguntando porque será que determinadas pessoas tão destacadas são tão desprovidas de educação assim. E como é difícil viver nesta eterna fogueira das vaidades do mundinho das artes plásticas.

é isso, por fernando stickel [ 11:57 ]

dia dos pais

Almoço de dia dos pais, muito gostoso, calmo e bem-humorado, com Antonio e Arthur. Posso desejar mais do que isso? Só a presença da Fernanda, que agora está longe, em Barcelona…
A foto quem tirou foi o meu amigo Zé Nicolau, que encontrei no restaurante.

é isso, por fernando stickel [ 16:24 ]

copan, hilton e alex vallauri

Óleo sobre tela, de minha autoria, 20 x 30 cm., por volta de 1980. Coleção Iris Di Ciommo.

é isso, por fernando stickel [ 15:05 ]

fernando stickel na geração 80

115.jpg
Título: AZ
Técnica: Instalação composta de faixa de morim pintada ao longo de alameda de acesso do Parque Lage, suporte de um texto poético composto pelo entrelaçamento de duas sequências de palavras de A a Z.
Dimensões: 0.80 x 150m
Data: 1984
Exposição: “Como vai você, Geração 80?”

Recebi o seguinte e-mail:
Prezado Fernando,
Meu nome é Caroline Buttelli, sou estudante do 9º semestre de Design na Universidade Luterana do Brasil ULBRA, em Canoas, RS.
Estou cursando uma disciplina de História da Arte Brasileira, na qual estou desenvolvendo um trabalho em grupo sobre a Geração 80 de Pintores. Gostaríamos de fazer uma entrevista por e-mail a respeito dessa manifestação artística, para incluirmos em nossa pesquisa. O objetivo dela é saber qual a visão dos próprios pintores acerca da Geração 80.

E esta foi minha resposta:
Caroline,
Participei da exposição coletiva “Como vai você, Geração 80”, no Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ em 1984, quase que por acaso. Soube por amigos que os convites para participar estavam sendo feitos, mexi meus pauzinhos e fui convidado nos últimos instantes pelo curador Marcus Lontra.
Naquela época eu namorava a Helena, uma carioca, e passava bastante tempo no Rio de Janeiro. ?Fui ao Parque Lage e decidi que o meu trabalho seria feito ao longo de uma das alamedas de acesso do parque, a céu aberto. Apresentei meu projeto, uma instalação chamada “AZ”, que foi aprovado. Consegui o patrocínio de oito pessoas amigas, que financiaram o meu trabalho. Cada um dos patrocinadores recebeu, ao final do evento, uma colagem com fotos do trabalho realizado. ?Não participei de nenhum “grupo” chamado “Geração 80”, portanto este meu depoimento é individual. ?Tentando responder objetivamente às tuas perguntas:
1) Qual a relação entre a sua arte produzida nos anos 80 e o momento de abertura política pelo qual o Brasil estava atravessando? Existiu alguma relação?
– Os artistas são as antenas da raça, disse Ezra Pound. Então, para um artista antenado, tudo é política. No meu caso esta atitude não transparesce necessáriamente na minha obra, que não carrega slogans nem bandeiras, o que não quer dizer que eu não tenha carregado bandeiras, como a das “diretas já”, “fora collor” ou “stop the war”.
2) Alguns críticos de arte dizem que os anos 80 geraram as piores obras do século XX. Qual a sua opinião a respeito?
– Bullshit. Alguém se lembra de algum nome destes tais críticos? Alguns dos participantes da Geração 80, no entanto, tem hoje projeção mundial. Como em todas as exposições coletivas com grande número de artistas, olhando-se para os participantes quase 20 anos depois, nota-se uma grande maioria que sumiu, e alguns poucos que ganharam notoriedade. É sempre assim. 100 anos depois serão lembrados apenas aqueles de grande projeção. Já os críticos…
3) Com a liberdade artística pregada pela Geração 80, como você e os demais artistas escolhiam seus temas, já que tudo era permitido?
– Tudo sempre foi permitido. Vide Marcel Duchamp e sua obra “Fountain” de 1917. Liberdade artística sempre existiu, mesmo nos países e regimes mais totalitários a arte teima em florescer.
4) Os anos 80 marcaram a volta da pintura, que estava em baixa nos anos 70. Quais eram os ideais artístico da Geração 80?
– Eu sempre desenhei, pintei, fiz colagens, fotografei, escrevi, etc…, sem conexão direta com os anos 70, 80 ou 90. Meu ritmo de trabalho é muito irregular, e independe dos modismos e suas épocas.
5) Muitos artistas dizem que os anos 80 foram prósperos em termos financeiros, existindo uma grande procura pelas obras de arte. Qual a sua impressão a respeito disto?
– Por ter um ritmo de trabalho muito irregular, minha relação com o mercado nunca foi boa. Nunca fui um artista que “vende bem” (infelizmente…)
6) Como o conceito de Transvanguarda se aplicou à Geração 80 de Pintores?
– Não sei.
7) Quais os artistas internacionais que serviam de inspiração para ti e para a Geração 80, se é que existiram?
– Para mim foram e continuam sendo Matisse, Duchamp, Beuys. Para a Geração 80 não sei.
8) Quais as suas impressões gerais a respeito da exposição “Como vai você, geração 80?”, realizada no Parque Laje em 1984?
– A exposição foi um evento altamente energético, mágico, excitante, apinhado de gente, realmente marcante. Meu trabalho foi vandalizado e três dias após a inauguração já não existia mais.
9) Se pudesse selecionar uma obra sua que fosse a melhor representante dos conceitos da Geração 80, qual seria?
– A obra que lá foi exposta:
Título: AZ
Técnica: Instalação composta de faixa de morim pintada ao longo de alameda de acesso do Parque Lage, suporte de um texto poético composto pelo entrelaçamento de duas sequências de palavras de A a Z.
Dimensões: 0.80 x 150m
Data: 1984
10) Na sua opinião, qual a diferença básica entre a arte produzida hoje e a arte dos anos 80?
– A utilização maciça de novos meios técnicos digitais, fotografia, vídeo, computação, etc…

é isso, por fernando stickel [ 10:37 ]

sobre aqui tem coisa


Sobre “aqui tem coisa”, meu primeiro livro, que lancei em 1999, o meu amigo Carlos von Schmidt escreveu a seguinte nota, em 19/10/2002:

No início de outubro Fernando Stickel ligou. Para quem não sabe, Fernando é um artista plástico. Arquiteto, casado, três filhos, 51 anos. Esses dados estão na orelha de aqui tem coisa. Levei um susto quando vi que Fernando é cinqüentenário. Não sei porque mas sempre achei que Fernando não passava dos trinta. Talvez a voz, o jeito de falar, o entusiasmo permanente.
Não falávamos há anos. Uns cinco pelo menos. Contou-me que escrevera um livro, aqui tem coisa. Pediu-me o endereço para mandá-lo. Ontem, dia 18/10/02 o livro chegou. Reúne poemas, pensamentos, lembranças, anotações, desenhos, muitos desenhos. Gosto de livro assim. Espécie de diário de bordo. É um livro que dá gosto manusear, folhear, olhar, ler. O título , aqui tem coisa é um achado maravilhoso. Não vou contar nada para não perder a graça.
Na página 4, no prefácio que não é prefácio Fernando fala de seus poemas. Conta que alguns foram publicados na revista artes: número 57 de dezembro de 1983-, os poemas já fui jovem executivo. nonsense, precisão e Virada Selênio.
Ao ler a menção ao artes: fiquei contente. São raros os artistas que divulgamos e promovemos que se lembram. Foram muitos. Hoje, amnésicos, exibem o colorido rabo de pavão em vernissages e bienais. Gostei de ver que Fernando não esqueceu. Gostei!
Para comemorar o lançamento de aqui tem coisa vou republicar os poemas que selecionei há quase dezenove anos e outros que li de madrugada. De choro alguns desenhos também. Só espero que o próximo livro não demore tanto. Se demorar o que aqui tem coisa demorou vou estar com 91 anos. Idade perigosa. Picasso que o diga.

é isso, por fernando stickel [ 15:13 ]