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Arquivo: dezembro de 2012

fabio steinbruch

Eu não tive o prazer de conhecer o Fabio pessoalmente, apesar de frequentarmos o mesmo clube de antigomobilistas. Tenho certeza de que ele estará passeando agora no meio das nuvens, em cima de sua Moto Guzzi…
Transcrevo abaixo a nota oficial do MG Club do Brasil:

“O MG Club do Brasil vem externar o seu profundo pesar sobre a morte do amigo, colecionador, piloto e associado Fábio Steinbruch de 51 anos (faria 52 em 12 de março), morto em um acidente de motocicleta (Moto Guzzi 250 – estouro do pneu dianteiro) na marginal do Tiete (São Paulo) – ele mesmo ligou para o resgate do Corpo de Bombeiros, sendo levado ao Hospital São Luiz (uma clavícula quebrada perfurou a artéria torácica superior, levando a uma forte hemorragia).
Seu enterro ocorreu no dia de ontem (3/12). Sempre que podia, o Fábio como associado do MG Club do Brasil, participava de nossos eventos (os realizados em pista, participava de todos) – no nosso último evento na pista do Eduardo Souza Ramos, ele compareceu com dois carros de corrida (Alfa Romeo GTV e um JK).
Sua atuação no antigomobilismo não se resume a isso – foi um grande incentivador do hobby, sendo autor de livros sobre o tema e, tinha a intenção de fundar um museu (que estava sendo construído na Região de Águas de Lindóia), onde poderia mostrar grande parte da sua coleção de mais de 200 veículos.
Era um homem gentil, de boa índole e apaixonado pela Alfa Romeo (foi um dos fundadores do Alfa Romeo Clube) e por carros nacionais (corria ultimamente com um Dodge Polara todo preparado). Nosso pesar a sua mulher Fabiane, seu irmão Leo e a toda sua família.

Conselho e Diretoria do MG Club do Brasil

Luis Cezar Ramos Pereira
Presidente”

é isso, por fernando stickel [ 13:52 ]

fuga das ilhas 2012

fuga
A day in the life – Fuga das Ilhas II

Acordei às 8:00h, tomei café, dei um tempo, preparei os equipamentos, besuntei grossas camadas de protetor solar, peguei o carro e fui para a Barra do Sahy, tentei entrar na “cidade” e desisti, muita bagunça, carros parados em tudo quanto é lugar, estacionamentos lotados, voltei e parei na beirada da estrada.
Através da praia lotada fui até a tenda da Fuga das Ilhas, lá escreveram o Nº 14 no meu braço direito. Dei uma circulada, examinei as bóias, pensei um pouco na estratégia a utilizar na prova.
As escunas voltaram da ilha após deixar a turma da segunda bateria, e os integrantes da terceira bateria começaram a nadar em direção a elas.
Chegamos na ilha e todo mundo se dirigiu à tenda em busca de água, quando cheguei JÁ NÃO HAVIA ÁGUA!!!!!!!! que merda de organização!!

Preocupado, pensei em alternativas, sei que a hidratação correta é uma necessidade absoluta em uma prova longa como essa. Olhei em volta, vários barcos estavam por ali perto da praia, pequenos e grandes, visualizei um “gommone” amarelo chamado Rapa Nui, me aproximei e pedi água ao casal, que muito simpáticamente me deu uma garrafa. Obrigado!!!

Tomei minha água discretamente e fui para debaixo de uma árvore esperar a largada. Examinei a situação e decidi sair bem longe do grupo principal, quando soou a sirene larguei praticamente sozinho e fui no meu ritmo, água mais para fria, mas gostosa, poucas ondas.
Até a metade do percurso foi tudo bem, aí me pegou a primeira cãibra na panturrilha direita, mexi pra cá, mexi pralá, a cãibra soltou, voltei a nadar o crawl, pouco depois outra cãibra, e assim foi indo, e cada vez inventava novos malabarismos para soltar as cãibras, que evoluiram paras as duas pernas e pegavam em todos os lugares.
Quando faltavam cerca de 300m a cãibra foi tão forte que chamei o barco resgate, mas ele estava longe e não me viu, então mais uma vez, com muita calma, fui administrando a melhor maneira de soltar, e fui avançando lentamente, em estilo “cachorrinho de pé” até a linha de chegada.
Completei os cerca de 1.900m. em 59′ 31″. No “curral” da saída ganhei uma medalha, tomei um isotônico, mas bananas já não haviam. Eta organização de merda!!
Tudo bem, sempre vale participar de um evento como esse, disseram que eram cerca de 3.000 participantes.

Encontrei alguns amigos, comentamos os respectivos desempenhos, fui para casa, tomei um banho, almocei e voltei pilotando a Mercedes via Mogi das Cruzes.
Cheguei em casa moído, com as panturrilhas destruidas, o que não me impediu de jantar uma bela pizza com a Sandra e os meus filhos Antonio e Arthur.

fuga2

é isso, por fernando stickel [ 11:05 ]

a day in the life

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A day in the life – Fuga das Ilhas

No sábado acordei cedo, banho, barba, café com a Sandra, brinquei um pouco com o Jimmy, peguei a moto e fui recepcionar os alunos do curso Aproximações com a Arte promovido pela Fundação Stickel, inaugurando a parceria com a Fábrica de Cultura da Vila Nova Cachoeirinha.

De lá direto para a Hípica, onde nadei 600m, só para soltar. Almoço com a Sandra em casa, faço uma mala mínima, tiro a capa da Mercedes e largo às 14:30h para o Camburi.

Na estrada venho brincando com uma Cayenne Turbo, três vezes mais potente que a Mercedes com seus burocráticos 170hp… Fico perto do potente monstro preto e ouço a música de seu V8 com clareza, quando acelera para ultrapassar.

Dou uma passada pela Barra do Sahy para confirmar o horário da largada da prova Fuga das Ilhas no domingo, chego ao Camburi por volta das 17:00h, dou um mergulho no delicioso mar gelado e passeio pela praia.

Na Cantietta me permito meia garrafa de Carmen Sauvignon Blanc, linguine vegetariano com enormes brócolis e bolotinhas de queijo de cabra, e vou beliscando torradinhas crocantes enquanto observo na mesa ao lado uma morena musculada com o braço direito totalmente tatuado. A conversa é muito séria e rola sobre alimentação saudável, peso, pedaladas, corridas, repetições de exercícios e cargas, enquanto isso me delicio com uma cuca de banana com sorvete de creme e me espanto com a total falta de sensualidade que exala da mesa, composta de três gatas musculadas e um magrelo de barba.

Reparo que algo foi abolido das famílias, definitivamente, o ensino de modos à mesa. Na falta de orientações, os jovens devem entender que quanto mais complicado melhor, então observo malabarismos de pulso, dedos, garfos e facas inacreditáveis!!!! Que feio!!!!!

Ao lado uma avó embala o carrinho do bebê enquanto canta deliciosas canções de ninar.

No caminho de volta compro revistas e um charuto, chegando em casa me degladio com os controles da televisão e do Sky, peço ajuda para o porteiro da noite, e acabo por encontrar um filme interessente “Jogador”. Meia noite em ponto desligo a luz e durmo como um rei, embalado pelo som do mar.

é isso, por fernando stickel [ 6:40 ]