Desenho, 31 x 43 cm.
Arquivo: outubro de 2003
31 de outubro de 2003
santa cecília
Nas últimas semanas tenho ido inúmeras vezes ao meu moldureiro, a Decorações Porão na Rua Barão de Tatuí, em Santa Cecília.
Hoje finalmente parei o carro nesta esquina, Barão de Tatuí com Baronesa de Itú e fotografei. É preciso uma certa clareza e decisão: levar a máquina fotográfica, reparar nas coisas, decidir parar, achar uma vaga, esperar o trânsito… e fotografar.
é isso, por fernando stickel [ 12:45 ]
31 de outubro de 2003
como andamos
A ciência demonstra como andamos.
é isso, por fernando stickel [ 9:36 ]
30 de outubro de 2003
o gaúcho e a roseira
Você sabe qual a diferença entre um gaúcho e uma roseira?
– Molhe o pé dos dois, o que der o botão primeiro é o gaúcho.
é isso, por fernando stickel [ 10:29 ]
29 de outubro de 2003
dia de aula com nú
Última quarta-feira do mês, dia de aula de desenho de observação com modelo vivo. Hoje a modelo foi a Lu.
é isso, por fernando stickel [ 17:25 ]
28 de outubro de 2003
pai babão
Não tem jeito, enquanto eu for pai babão vocês vão ter que aguentar as gracinhas do meu filho. Ontem foi dia de preparar os convites para a festa de Halloween, ilustração by Arthur.
é isso, por fernando stickel [ 9:45 ]
26 de outubro de 2003
hotel toriba
Neste fim de semana fomos à festa de aniversário de um sessentão, nascido em Campos do Jordão em 1943, cidade da qual ele nunca saiu.
Teve dois pais, meu avô Ernesto Diederichsen e meu tio Luiz Dumont Villares e seu nome foi dado pela minha avó Lili: Hotel Toriba.
Este sessentão foi palco de metade da minha infância e adolescência, pois todas as férias de inverno sempre foram em Campos. A outra metade foi no Guarujá, nas férias de verão.
No famoso escorregador, a placa de Max und Moritz (Juca e Chico), imortal criação de Wilhelm Busch.
é isso, por fernando stickel [ 23:38 ]
24 de outubro de 2003
no meio do caminho
No meio do caminho tinha um porco, tinha um porco no meio do caminho…
é isso, por fernando stickel [ 19:55 ]
24 de outubro de 2003
mube medonho
Por que será que tudo no MUBE é feio, capenga, mal ajambrado?
Essa comunicação visual em preto e vermelho é simplesmente MEDONHA!
é isso, por fernando stickel [ 19:51 ]
24 de outubro de 2003
santo protetor
Acho que o Santo Protetor dos Operados de Hérnia do Disco me abandonou.
Dor nas costas, no joelho, no lombo, rigidez matutina, um monte de porcaria que me deixa de profundo mau humor. Acho que o Santo foi tirar férias remuneradas junto com os deputados em New York, ou com os grevistas da receita federal, inss, caixa, etc… Bando de fdp! Vou agora às 14h na fisioterapia, já entrei no VIOX, desculpem-me o desabafo, mas tudo isso é MUITO chato!
é isso, por fernando stickel [ 12:35 ]
24 de outubro de 2003
domingo à tarde
Domingo à tarde, meu filho Arthur na exposição do Cassio Michalany.
é isso, por fernando stickel [ 0:30 ]
23 de outubro de 2003
filme em 3D
Fui com meu filho ver um filme em 3D, você ganha o óculos na entrada. Tomei uma deliciosa Erdinger de meio litro no almoço e o resultado é que dormi 90% do filme. O lucro é brincar com o óculos depois…
é isso, por fernando stickel [ 18:14 ]
23 de outubro de 2003
estudo para um trabalho
Estudo para um trabalho.
é isso, por fernando stickel [ 13:06 ]
23 de outubro de 2003
reservatórios baixos
Os reservatórios estão baixos, a chuva preguiçosa, rodízio à vista, e os gramados secando… mas para tudo há solução!
é isso, por fernando stickel [ 12:50 ]
23 de outubro de 2003
o tarado de itanhaém
Prometi a história completa, ei-la:
Amor aos Pedaços ou O Tarado de Itanhaém
Após o teatro fomos jantar no bistrô La Tartine, vizinho do restaurante Mestiço, muito gostoso simpático e barato, sempre com lugar, ao contrário do Mestiço, sempre lotado. Nas mesas ao lado desenrolam-se cenas fascinantes:
Ele: Alto, forte, ombros largos, por volta dos 45 anos, grisalho nas têmporas, cara de serial killer, médico legista contratado por concurso pela Prefeitura de Itanhaem, SP, prolixo, encantado com sua própria voz, alta e pausada, veste jeans, tênis e camisa cinza escuro e discorre sobre o milhão de dólares necessário para montar uma franquia MacDonalds ou os R$ 200.000 para montar um Amor aos Pedaços.
Ela: Mignon, gostosinha, parda, vulgar, sorriso semi-cretino nos lábios, bibliotecária do interior, parece ser excelente ouvinte, ou então está apenas embevecida pelo bonitão. Não sabe o que é Amor aos Pedaços.
Ele: (declamando): – “Você é a coisa mais importante que aconteceu na minha vida, você não sabe como estou feliz” e olha profundamente nos olhos dela, inclina-se para a frente e segura a mão da moça bem apertada. Logo a seguir: -“Você pode escolher o prato quente para dividirmos” mudando abrubtamente para: “Eu sonhei em ter uma livraria”, e conta como é apaixonado pelos livros desde criança.
E assim vai ele solando sobre os mais diversos assuntos, conta como foi contratado pela Prefeitura, ela fixada nele. Aí conta como conseguiu obter gravações da ex-mulher com o amante, através de um enfermeiro do Savoy Pronto Socorro, e continua descrevendo suas aventuras pra baixinha, ela vidrada nele, sempre com olhar entre embevecido e completamente idiota, depois volta a falar das franquias e da sua paixão pelos livros e a vontade de ter uma livraria, e também o desejo de montar academia de artes marciais… , o tempo passa, Sandra e eu mal conseguimos disfarçar a total curiosidade, anotamos algumas coisas em guardanapos de papel, o assunto é extremamente fascinante.
Ela não se dá conta, mas está correndo perigo. Algo neste casal nos passa uma tragédia suspensa por algo muito tênue, a brutal diferença física entre os dois, a obsessão sinistra do grandalhão evidenciada no seu falar pausado e monocórdio, a improvável salada de objetivos de vida…
Atrás de nós outro casal curioso, ele um jovem gatão gringo, cabelos longos, mãos bonitas e costas largas, na segunda caipirinha tripla, ela mulata esguia, cabelos anelados, insinuosa e sorridente, no segundo balde de dry-martini.
Falam alto, ele em inglês e ela macarronicamente se dedica ao “body language”, se pegam, se beijam, a certa altura se levantam, e no meio do restaurante entre as mesas abraçam-se num longo beijo tarado e voltam a se sentar sorridentes.
Mais dry-martini, mais caipirinha, o tom de voz se eleva, começam a brincar com os talheres fazendo um barulho danado, daqui a pouco se levantam novamente e se agarram mais intensamente, mão na bunda, beijos profundos, parece que de comum acordo estão fazendo uma prévia dos corpos, antes que desmaiem de tanto beber, dane-se o restaurante e quem estiver por perto. Neste caso a tragédia será apenas acordar com aquela puta dor de cabeça e tentar se lembrar do que aconteceu na noite anterior…