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basquiat na vila olímpia

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Na Vila Olímpia descubro uma “verdadeira” obra de Jean Michel Basquiat.
Quando morei em New York 1984-1985, encontrava pelas ruas as pichações de Basquiat (assinava SAMO) e Keith Haring.
Um domingo, 10 Fevereiro 1985, saiu na capa da revista de domingo do New York Times a famosa foto do Basquiat pintando e vestido de Armani, todo lambusado de tinta e descalço, ele tinha 24 anos e já fazia um sucesso brutal.
Morreu três anos depois, aos 28 anos de idade de overdose de heroina.

O artigo da Sunday Times Magazine começa assim:

February 10, 1985
New Art, New Money
By CATHLEEN McGUIGAN

WHEN JEAN MICHEL BASQUIAT walks into Mr. Chow’s on East 57th Street in Manhattan, the waiters all greet him as a favorite regular. Before he became a big success, the owners, Michael and Tina Chow, bought his artwork and later commissioned him to paint their portraits. He goes to the restaurant a lot. One night, for example, he was having a quiet dinner near the bar with a small group of people. While Andy Warhol chatted with Nick Rhodes, the British rock star from Duran Duran, on one side of the table, Basquiat sat across from them, talking to the artist Keith Haring. Haring’s images of a crawling baby or a barking dog have become ubiquitous icons of graffiti art, a style that first grew out of the scribblings (most citizens call them defacement) on New York’s subway cars and walls. Over Mr. Chow’s plates of steaming black mushrooms and abalone, Basquiat drank a kir royale and swapped stories with Haring about their early days on the New York art scene. For both artists, the early days were a scant half dozen years ago.
(mais…)

é isso, por fernando stickel [ 16:42 ]

descaso

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O LUXO E O LIXO

Na Vila Olímpia estamos (mal)acostumados com cenas como esta. Prédios modernos ao lado do descaso total.
Ao fundo à esquerda a faculdade Anhembi Morumbi, à direita o prédio do IBMEC, ícones do novo ensino superior, e nas calçadas a imundície costumeira, ícone do subdesenvolvimento

é isso, por fernando stickel [ 16:59 ]

oscar maroni

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Nosso amigo Oscar Maroni, auto denominado o “Larry Flint brasileiro” acaba de sair da prisão e diz que vai ser candidato a prefeito.
Só para lembrar, olha só o nível da propaganda da “casa” dele antes da Lei Cidade Limpa, em Março de 2003 na esquina da Av. Nova Faria Lima com Av. Helio Pellegrino.

No site do Bahamas Club você encontra por exemplo o seguinte:
“23 exóticas suítes, decoradas por Sig Bergamin, para o total conforto de nossos hóspedes.”

é isso, por fernando stickel [ 18:44 ]

árvores

bem1
Mais um capítulo da tragédia “BRASILEIRO ODEIA ÁRVORE”

Ontem vi um caminhão da Prefeitura de São Paulo e sua equipe podando uma árvore na R. Nova Cidade, Vila Olímpia, em frente ao meu estúdio. Não me preocupei, pois é época de poda.
Hoje cedo descubro que a poda foi radical, a árvore frondosa, ereta, sem cupins não existe mais.
Fui me informar e logo encontro uma senhora no portão da casa em frente. O diálogo que se seguiu foi mais ou menos assim:

“-Bom dia, a senhora sabe por que cortaram esta árvore?
-Porque estava com perigo de cair, as raízes entraram na minha casa.
-Foi a senhora que pediu?
-Foi a minha filha.
-Mas por que cortar, não tem cupim. (apontei o toco cortado, que ainda estava ali)
-Não sei, eu só pedi a poda, eles que disseram que tinha perigo.
-Que pecado!
-Pecado pra você que não varre as folhas, e as minhas costas?! Você tem árvore na frente da sua casa?
-Tenho, e já plantei pelo menos umas 10 árvores só aqui na Vila Olímpia.
-Bom proveito.”
E foi pra dentro de casa, brava.

Perigo de cair uma pinóia!
O inacreditável é que a Prefeitura atenda sumáriamente o pedido de uma velha rabugenta e preguiçosa, que faz o pedido apenas por não gostar de varrer as folhas. Junto com a árvore, é óbvio, foi-se a casa do bem-te-vi.
Infelizmente estou cansado de ver esta cena lamentável.

é isso, por fernando stickel [ 12:37 ]

mudanças

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Tudo muda, e cada vez mais rápido.
Dois ou três anos atrás esta esquina da R. Quatá com R. Nova Cidade, na Vila Olímpia estaria fervendo em uma tarde de domingo, com centenas de motoqueiros se acotovelando e disputando lugar para as possantes e barulhentas motos.
Ontem, o cenário era este, deserto, graças a Deus!!!
Um dos bares da esquina já fechou, as danceterias também estão em progressiva baixa, esta praga assim como veio, vai!

é isso, por fernando stickel [ 19:58 ]

madeira certificada?!

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A Vila Olímpia surpreende mais uma vez. Um imóvel perto da esquina da Nova Faria Lima com Helio Pellegrino, que já foi interditado e ocupado por uma daquelas infernais danceterias, agora se transforma, em uma “hamburgueria”.
O interessante é que a decoração externa é composta de duas gigantescas esculturas em madeira maciça, cuja árvore de origem teria que ter no mínimo dois metros e meio de diâmetro, assinadas por “Guto”.
Será que a madeira é certificada?!

é isso, por fernando stickel [ 9:04 ]

três momentos

Três momentos do dia, de manhã na esquina da R. Ribeirão Claro x R. Quatá, na minha sempre querida Vila Olímpia,

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à tarde, passando em frente ao Instituto Biológico, que demorou 17 anos para ser construido, inaugurado em 1945, no caminho do estúdio do

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Mario Pinto, a melhor moldura de acrílico de São Paulo (e do Brasil…)
Ele segura uma escultura do Dudi Maia Rosa, para a qual encomendei uma pequena caixa.

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é isso, por fernando stickel [ 20:57 ]

ferrari

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Ferrari é o que não falta na Vila Olímpia, vermelhas e amarelas de monte, as pretas são mais difíceis de aparecer por aqui.
Na Av. Helio Pellegrino ou Av. Nova Faria Lima elas circulam sempre em primeira e segunda marcha, pru modi fazê bastante barulho…

Esta é homenagem para o meu amigo JRO.

é isso, por fernando stickel [ 16:43 ]

a coisa tá preta

vandalismo2.jpgvandalismo.jpg
Não que eu tenha muita simpatia pelos bares e boates meus vizinhos aqui na Vila Olímpia, mas vandalismo na madrugada também já é demais.
Se o poder público não aplicar rápidamente a teoria da “TOLERÂNCIA ZERO” a coisa vai ficar preta.
O vidro quebrado é de um bar na esquina da R. Quatá x R. Ribeirão Claro.

é isso, por fernando stickel [ 12:08 ]

participação casamento


Sandra e eu nos casamos em um domingo tranquilo, 12 de Novembro do ano passado, cerimônia simples com o juiz de paz, seguida de um almoço para a família e os padrinhos.
Moramos cada um em sua casa, funciona muito bem desta maneira e acreditamos que em time que está ganhando não se mexe. Por sorte moramos a cinco minutos um do outro, ela em Moema, na Av. Lavandisca, eu na Vila Olímpia, R. Casa do Ator.
Por maior sorte ainda o vizinho dela colocou o apartamento à venda, e eu mediatamente aproveitei a oportunidade de me mudar para “mais perto” da patroa.
Assim que o assunto da aproximação das moradias se encaminhou, enviamos pelo correio na semana passada aos amigos e familiares que não estiveram no nosso minúsculo almoço de comemoração uma participação de casamento, oferecendo as nossas duas casas, uma do lado da outra.

é isso, por fernando stickel [ 9:26 ]

vila olímpia, manhã


Na Vila Olímpia, esquina da R. Quatá com R. Ribeirão Claro.

é isso, por fernando stickel [ 0:56 ]

manhã de chuva


Manhã de domingo, 8:15. Esquina da Nova Faria Lima com Helio Pellegrino.
O Auto-focus não funciona e a câmera não dispara, vou ao manual e descubro que preciso usar o foco manual, deve ser a chuva forte que desorienta os “raios” que saem da câmera.
O aprendizado com este equipamento novo não vai ser mole não, e eu ainda nem abri o pacote do flash…

Arthur faz lição, em seguida iremos à Oca para as exposições do Leonardo da Vinci e do Corpo Humano. Acordamos cedo para tentar ser o primeiro da fila, será que vamos conseguir?!

é isso, por fernando stickel [ 8:35 ]

estúdio limpo


Meu estúdio na versão atual, com uma mini-exposição da série de fotos “Vila Olímpia”.
É tão bom quando se consegue fazer limpeza “de verdade”, nesta joguei fora coisas de 10, ou mesmo 20 anos atrás.
Que alívio!

é isso, por fernando stickel [ 19:22 ]

r. ribeirão claro 37


Rua Ribeirão Claro 37 – Vila Olímpia – São Paulo

Este endereço, como carne e unha, fez parte da minha vida por 21 anos.
Lá morei, trabalhei, namorei, cozinhei, casei, sobrevivi a enchentes, plantei árvores, escrevi um livro, nasceu meu filho Arthur, iniciei o curso “Desenho com Fernando Stickel”, fiz festas, preparei exposições, fiz 21 reformas, negociei, transformei, hospedei amigos, pintei de inúmeras cores, conheci vizinhos, bem e mal humorados, e finalmente cedi gratuitamente para que a Fundação Stickel lá construisse o “Espaço Fundação Stickel” e realizasse 9 exposições.
Na fase de desmontagem do espaço, tal qual um corpo doando órgãos, distribuí aos amigos e pessoas próximas, luminárias, plantas, caixilhos, telhas, grades, portas, louças e metais, etc…etc…
Sem dúvida é um imóvel que cumpriu plenamente sua função, pública e privada.
E que ainda continuará cumprindo, pois o novo proprietário, a Comunidade Shalom fará um concurso de arquitetura para definir o projeto do novo edifício.

é isso, por fernando stickel [ 10:22 ]

german lorca


Esta figura simpaticíssima chama-se German Lorca, tem 84 anos e a energia de um jovem. Fotografou tudo e todos em sua longa e rica carreira.
Lorca me fotografou e me ajudou muito na preparação da minha exposição “Vila Olímpia”, na Pinacoteca e ontem abriu lá sua bela exposição “Fotografia como memória”, com curadoria e montagem impecáveis de Diógenes Moura.

é isso, por fernando stickel [ 12:26 ]

final de ciclo


A exposição da Luise Weiss no Espaço Fundação Stickel encerra um ciclo de nove exposições, desde Outubro 2005:

LUISE WEISS – SAGA
JUAN ESTEVES E JOAQUIM MARQUES – Fotografias
ROUXINOL 51 – UM OLHAR SOBRE A ESCOLA BRASIL:
FERES KHOURY – Desenhos de grandes dimensões
4 LINHAS – Carla Ricciuti, Cris Mie, Malvina Sammarone, Renata Cook
JOSÉ CARLOS BOI CEZAR FERREIRA – Pinturas
MAGY IMOBERDORF
CÁSSIA GONÇALVES – Grafo esculturas transparentes
LUIZ PAULO BARAVELLI – Pinturas da Série Arte e Ilusão

Trabalhamos muito e com enorme prazer para que tudo isso fosse possível. Iniciamos com a exposição do Baravelli, e a cada exposição sentimo-nos mais e mais no caminho correto. Em 2007 a Fundação Stickel não terá mais disponível o espaço de exposições da R. Ribeirão Claro, teremos que procurar outro espaço, se possível com parcerias, ou outras soluções, mas com a certeza absoluta de que o rumo será mantido.

é isso, por fernando stickel [ 18:12 ]

luise weiss


Fundação Stickel convida para a abertura da exposição

SAGA
de Luise Weiss

Abertura na terça-feira, 5 Dezembro às 20h

Exposição: 5 a 23 Dezembro de 2006
segunda a sexta-feira das 14 às 20h
sábado das 11 às 15h

Espaço Fundação Stickel – R. Ribeirão Claro 37 Vila Olímpia
04549 060 São Paulo
tel 11 3849 8906

Patrocínio: Fundação Stickel

“Impressões do tempo: a obra de Luise Weiss”
Exertos do texto do catálogo pela Prof. Dra. Claudia Valladão de Mattos:

Memória e identidade constituem a matéria prima da saga da artista Luise Weiss. Nascida em uma família de imigrantes judeus austríacos, o ponto de partida da artista para a construção de sua poética particular foi sua própria história familiar. Há quase dez anos, por ocasião de seu doutorado, Luise começou a pesquisar as correspondências e os álbuns de sua família. Fascinada por essas imagens, ela decidiu reencontrar, na vida real, os lugares que apareciam naquelas velhas fotografias de seus antepassados, como forma de construir uma narrativa sobre si mesma.

… a experiência da viagem à Europa ajudou a artista a compreender a trajetória de sua família em um contexto cultural mais amplo e introduzir questões relacionadas à memória coletiva em suas indagações. Tal ampliação dos horizontes de seus interesses permitiu que Luise se ocupasse de uma série de fotografias anônimas de uma família de imigrantes, registrando os tempos passados inicialmente na Polônia e, em seguida, no Brasil. A empatia gerada pelo sentimento de um destino comum despertou nela o desejo de resgatar do anonimato as pessoas que povoavam aquelas fotografias. Novamente, o interesse principal da artista não se voltou para uma investigação sobre fatos históricos, mas centrou-se nos mistérios da comunicação entre passado e presente, através do meio fotográfico. Conhecer de perto as pessoas retratadas para preservar a memória de todo um grupo motivou a realização desses novos trabalhos. Neles, Luise utiliza-se da pintura para reacender a vida das figuras retratadas.

… em meio aos retratos encontramos algumas paisagens. Porém elas não se localizam mais no mundo exterior, mas, como tudo aquilo que a artista cria, são tão humanas quanto os seus personagens: verdadeiras paisagens da memória.

é isso, por fernando stickel [ 16:13 ]

imbecilidade humana


A imbecilidade humana, definitivamente, não tem limites.
Nesta madrugada, na esquina da Av. Nova Faria Lima com a Helio Pellegrino, na Vila Olímpia, um imbecil qualquer provocou este mega acidente, onde um transeunte perdeu a vida.
A violência da batida é inacreditável, é óbvio que o assassino não conseguiu fazer a curva, devia estar a mais de cento e vinte por hora.
Quatro postes de cor cinza na frente da lanchonete Burgo’s foram arrancados, são de aço, cheios de concreto.

é isso, por fernando stickel [ 16:34 ]