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coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

Arquivo: abril de 2007

presença


Encontro com o fotógrafo Juan Esteves dia 30/3/07 promovido pela Casa do Saber, em parceria com a Livraria da Vila. O tema foi o livro “Presença”, co-editado pela Fundação Stickel e Editora Terceiro Nome.
Da esquerda para a direita: Claudio Mubarac, eu, Marcio Périgo, Luis Martins e Juan Esteves.

é isso, por fernando stickel [ 16:20 ]

chuva


A Mãe Natureza deve pensar assim:

Lá embaixo estão se esforçando tanto para criar e manter o caos, vamos dar uma ajudinha…

… e lá vem chuva (e vento) de novo!

é isso, por fernando stickel [ 15:51 ]

pangram


“The quick brown fox jumps over the lazy dog”

Você sabia que a frase acima contém todas as letras do alfabeto? Estas frases em português também:

“Um pequeno jabuti xereta viu dez cegonhas felizes.”

“Blitz prende ex-vesgo com cheque fajuto.”

Em inglês o nome deste tipo de frase é PANGRAM, cuja tradução não consegui encontrar. Saiba mais AQUI.

é isso, por fernando stickel [ 15:02 ]

erico stickel


Erico João Siriuba Stickel 3 Abril 1920 – 25 Dezembro 2004

Fosse vivo meu pai completaria hoje 87 anos.
Esta foto é de Julho 2004, cinco meses antes de seu falecimento. Ele estava ótimo até dois meses antes de nos deixar, apesar do câncer de pâncreas diagnosticado um ano antes.
Talvez essa seja uma das poses mais típicas dele, quieto e lendo.
Saudades…

é isso, por fernando stickel [ 10:13 ]

kit de sobrevivência


Em 3 Abril 1992 Erico, meu pai completou 72 anos, e preparei para ele um “Kit de sobrevivência” para os próximos 72 anos.
Acompanhava um “Manual de Instruções Ilustrado” de 15 páginas.
Entre outros objetos que compunham o “kit” havia fio-de-prumo, lanterna, espelho, abridor de latas…

é isso, por fernando stickel [ 9:38 ]

poluição visual


Existe algo de bom acontecendo na cidade de São Paulo, a “Lei Cidade Limpa” contra a poluição visual claramente “pegou”.
Uma lufada civilizada de ar fresco circula a cada outdoor retirado, os guindastes e caminhões trabalham sem parar nas madrugadas retirando monstrengos de metal.

Ufa!

Quando todo este lixo for retirado, poderemos ver a cidade como ela realmente é, com suas belezas e feiuras, e então talvez o sentimento de CIDADANIA possa se fortalecer, e VOCÊ, cidadão, possa se sentir realmente como tal.

As tentativas da Central de Outdoors de preservar esta mídia ultrapassada não passam de estertores finais de quem não aceita a modernidade da limpeza.

é isso, por fernando stickel [ 8:31 ]

arthur e a bicicleta

Arthur, meu filho caçula me mostrou que o mundo mudou. Quando ele era pequeno, digamos 4 ou 5 anos de idade, tentei ensiná-lo a andar de bicicleta, sem sucesso.

Minha experiência com meus dois filhos mais velhos, Fernanda e Antonio de nada valeu, o Arthur não queria saber da bicicleta, assim como não queria saber da maioria dos esportes e atividades físicas, para minha frustração.

Seu talento desde cedo se voltou para a escrita (foi o primeiro da classe a escrever) e a leitura, e logo em seguida para os vídeo-games. Aprendeu inglês sozinho, a partir dos games…

Em 2007, quando ele tinha 12 anos voltamos a tocar na importância de saber andar de bicicleta, ainda mais em um planeta onde as questões ecológicas e de qualidade de vida entraram definitivamente no nosso dia-a-dia. Em 2006 ele foi à Suécia pelo CISV e viu um país altamente civilizado, com consciência ecológica, cheio de bicicletas, e o assunto foi ficando mais próximo.

Depois de muitas conversas ele acabou decidindo firmemente que queria aprender, e eu assumi com ele o compromisso de ensiná-lo a andar de bicicleta. Fomos ao Parque do Ibirapuera e alugamos uma bicicleta na medida dele no Maisena e fizemos três sessões de cerca de 1 hora cada, em três domingos sucessivos. Nos três dias acordamos cedo para estar no Parque do Ibirapuera na hora da abertura do aluguel das bikes, 9:30h. Não foi fácil, houveram momentos de tensão e quase desistência, até choro, mas juntos chegamos lá! No dia 1 Abril 2007 por volta das 11:00h Arthur andou de bicicleta!

Ele ficou exultante, e eu também. Missão cumprida!!

Se você parar de aprender, você para de viver.

Na sequência acompanhei com um misto de perplexidade, e curiosidade sua adolescência e seu amadurecimento sem o menor interesse pelos carros e pelas máquinas, em flagrante oposição ao pai… Quando completou 18 anos lhe ofereci um carro, como havia feito com os irmãos mais velhos, mas ele declinou.

Ele vive perfeitamente bem sem possuir um carro, anda a pé, de ônibus, metrô, bicicleta, Uber, carona, etc… Assim como ele uma enorme quantidade de jovens também desencanaram do ícone carro.

E, cá entre nós, está cada dia mais chato dirigir, seja nas cidades cheias de buracos e radares, seja nas rodovias com lombadas e mais radares…

Os bons tempos de guiar uma bela máquina sem pensar em multas ficaram definitivamente para trás.

é isso, por fernando stickel [ 16:28 ]