{"id":9212,"date":"2009-04-05T10:18:58","date_gmt":"2009-04-05T13:18:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/?p=9212"},"modified":"2011-12-02T09:58:54","modified_gmt":"2011-12-02T11:58:54","slug":"burrice-mata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/arte\/9212","title":{"rendered":"burrice mata"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/uploads\/li-67-paiutta.jpg\" alt=\"li-67-paiutta\" title=\"li-67-paiutta\" width=\"680\" height=\"510\" class=\"alignleft size-full wp-image-9211\" \/><br \/>\nBurrice mata, ou aleja.<br \/>\nDurante muitos anos evitei comentar a burrice que cometi em cima de uma Lambretta, e que acabou por encerrar minha vida motocicl\u00edstica naquela \u00e9poca.<br \/>\nAgora que retornei \u00e0 vida em cima de motocicleta, com extremo cuidado, me permito contar o acidente que sofri, gra\u00e7as \u00fanica e exclusivamente \u00e0 minha burrice.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria come\u00e7a com um furto. L\u00e1 pelos idos de 1978, tocando o est\u00fadio de comunica\u00e7\u00e3o visual <a href=\"http:\/\/www.undesign.com.br\">und<\/a> (hoje tem um nome mais &#8220;chique&#8221;: <em>design gr\u00e1fico<\/em>) que havia criado com o Lel\u00e9 Chamma em 1977, um belo dia, na hora do almo\u00e7o um gatuno entra no escrit\u00f3rio, que ficava na R. Felipe de Alca\u00e7ova, na Vila Madalena, e leva nossa j\u00f3ia da coroa, uma m\u00e1quina de escrever el\u00e9trica IBM, &#8220;de bolinha&#8221;.<br \/>\nAo saber do sumi\u00e7o da pe\u00e7a, decidi que precis\u00e1vamos de um muro alto, pois a casa era aberta para a rua, com murinho baixo.<br \/>\nSa\u00ed na minha Lambretta cor de laranja atr\u00e1s de um dep\u00f3sito de material de constru\u00e7\u00e3o, para encomendar areia, cimento, ferro e tijolo.<br \/>\nQuando desci a \u00edngreme ladeira da <a href=\"http:\/\/maps.google.com\/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=pt-BR&#038;geocode=&#038;q=r.+Fradique+Coutinho+1500,+sao+paulo&#038;sll=-23.646099,-46.667855&#038;sspn=0.23776,0.293541&#038;ie=UTF8&#038;ll=-23.55488,-46.692388&#038;spn=0.003718,0.004587&#038;t=h&#038;z=18&#038;iwloc=addr\">R. Purpurina, entre a Fradique e a Mourato<\/a>, encontrei um caminh\u00e3o que subia e cuja carga de ferros de constru\u00e7\u00e3o havia &#8220;escorrido&#8221; para o ch\u00e3o. O motorista e o ajudante estavam ali sem saber o que fazer, co\u00e7ando a cabe\u00e7a. Parei e perguntei:<br \/>\n&#8211; T\u00e1 sobrando ferro a\u00ed<br \/>\n&#8211; Por que, t\u00e1 precisando quanto?<br \/>\n&#8211; Duas barras. (cada uma tem cerca de seis metros de comprimento)<br \/>\n&#8211; Pode pegar.<br \/>\nEmbalado pela fant\u00e1stica economia que eu proporcionaria \u00e0 obra do muro, peguei duas barras no ch\u00e3o, dobrei-as ao meio, passei pelo estepe da Lambretta, amarrei com el\u00e1stico, e sa\u00ed arrastando uma esp\u00e9cie de rabo de andorinha com tr\u00eas metros de cada lado da Lambretta.<br \/>\nSubi a Purpurina em primeira marcha, virei \u00e0 direita na Fradique, tudo ia bem, o ru\u00eddo dos ferros arrastando no asfalto, me animei, coloquei segunda marcha, j\u00e1 estava no meio do quarteir\u00e3o, ganhando velocidade na descida, quando um brutal tranco me lan\u00e7ou ao ch\u00e3o.<br \/>\nDeitado no asfalto, tonto, arranhado, esfolado, com enorme corte no p\u00e9, roupas e sapato rasgado, sem \u00f3culos e sem rel\u00f3gio, fui socorrido por &#8220;populares&#8221;, que gentilmente recolheram meus pertences espalhados e me ajudaram a levantar.<br \/>\nA\u00ed entendi o tamanho da minha burrice, o lado direito daquele ap\u00eandice met\u00e1lico que arrastava havia sido &#8220;mordido&#8221; pelo pneu de um carro estacionado, brecou a Lambretta que simplesmente me ejetou.<br \/>\nO saldo da brincadeira: Um p\u00e9 mal costurado no pronto socorro da esquina, que depois inflamou e tive que ir a um cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico que abriu tudo de novo, uma Lambretta destru\u00edda, a obra do muro adiada e uma li\u00e7\u00e3o aprendida:<br \/>\nBurrice mata.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Burrice mata, ou aleja. Durante muitos anos evitei comentar a burrice que cometi em cima de uma Lambretta, e que acabou por encerrar minha vida motocicl\u00edstica naquela \u00e9poca. Agora que retornei \u00e0 vida em cima de motocicleta, com extremo cuidado, me permito contar o acidente que sofri, gra\u00e7as \u00fanica e exclusivamente \u00e0 minha burrice. 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