{"id":4684,"date":"2008-08-02T19:47:51","date_gmt":"2008-08-02T22:47:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/arte\/4684"},"modified":"2020-06-02T15:44:30","modified_gmt":"2020-06-02T18:44:30","slug":"colecao-iconografica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/arte\/4684","title":{"rendered":"cole\u00e7\u00e3o iconogr\u00e1fica"},"content":{"rendered":"<p>Deu na Veja:<\/p>\n<p>Segredos do Brasil<br \/>\nMoreira Salles compra acervo com 1.500 imagens raras do pa\u00eds dos s\u00e9culos XVI ao XIX. <\/p>\n<p><a href='https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/uploads\/bras21.jpg' title='bras21.jpg'><img src='https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/uploads\/bras21.jpg' alt='bras21.jpg' \/><\/a><br \/>\nFoto: Roberto Setton<\/p>\n<p><a href='https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/uploads\/bras31.jpg' title='bras31.jpg'><img src='https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/uploads\/bras31.jpg' alt='bras31.jpg' \/><\/a><br \/>\nFoto: Fernando Stickel<\/p>\n<p>UM HOMEM DISCRETO<br \/>\nErico Stickel, morto em 2004, foi dono do Abaporu. Era um grande colecionador, mas nem seus filhos sabiam do tesouro que ele reuniu.<br \/>\nO colecionador de arte Erico Stickel, falecido em 2004, era um homem reservado. Sa\u00eda pouco de casa, n\u00e3o freq\u00fcentava vernissages e s\u00f3 exibia as preciosidades de sua cole\u00e7\u00e3o a amigos raros. Durante duas d\u00e9cadas, manteve em uma das paredes de sua resid\u00eancia, em S\u00e3o Paulo, o quadro <a href=\"http:\/\/www.terra.com.br\/istoe\/edicoes\/1993\/artigo70233-1.htm\">Abaporu<\/a>, de Tarsila do Amaral, hoje avaliado em 10 milh\u00f5es de d\u00f3lares e tido como a estrela do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires &#8211; MALBA.<br \/>\nAo longo da vida, Stickel reuniu em casa 1 500 obras de arte, principalmente desenhos, aquarelas e gravuras, que retratam o Brasil desde o s\u00e9culo XVI, em cartografia, at\u00e9 o s\u00e9culo XIX, em registros do cotidiano. Todo esse acervo ficava num \u00fanico quarto, isolado at\u00e9 da pr\u00f3pria fam\u00edlia. Apenas uma pequena parte, mais precisamente 10% dela, foi divulgada no livro Uma Pequena Biblioteca Particular (Imprensa Oficial\/Edusp), que o colecionador publicou em 2004.<br \/>\nEle nem sequer fazia seguro das obras. Por isso, foi uma surpresa para os filhos quando, ap\u00f3s sua morte, surgiu uma cole\u00e7\u00e3o variada e poderosa, com trabalhos de autores famosos como Johann Moritz Rugendas, Henry Chamberlain e o bot\u00e2nico alem\u00e3o Carl Friedrich von Martius. \u00c9 esse material que a fam\u00edlia acaba de vender ao Instituto Moreira Salles, a um pre\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 revelado por nenhuma das partes, mas que o mercado estima ser pr\u00f3ximo de 1,5 milh\u00e3o de d\u00f3lares.<br \/>\nEmbora o acervo conte com nomes de peso, nas pesquisas em feiras e leil\u00f5es de arte Stickel n\u00e3o buscava apenas assinaturas. Valorizava trabalhos que registrassem aspectos da vida brasileira, independentemente do autor. O resultado \u00e9 um conjunto diversificado e original. A vis\u00e3o que se tem hoje do Brasil no s\u00e9culo XIX, antes da inven\u00e7\u00e3o da fotografia, \u00e9 bastante influenciada pelo olhar de franceses, como Jean-Baptiste Debret e Nicolas-Antoine Taunay, cujos trabalhos s\u00e3o mais conhecidos do grande p\u00fablico. Na cole\u00e7\u00e3o de Stickel, h\u00e1 tamb\u00e9m obras de ingleses, italianos, alem\u00e3es, portugueses, belgas, holandeses, austr\u00edacos, irlandeses e russos. A variedade se d\u00e1 tamb\u00e9m no espa\u00e7o. Al\u00e9m do Rio de Janeiro, a capital mais pintada e posteriormente mais fotografada do pa\u00eds, h\u00e1 imagens de Recife, Salvador, Florian\u00f3polis, Porto Seguro, Ouro Preto, Mariana, Sorocaba e do interior de Goi\u00e1s. <em>&#8220;Erico Stickel tinha uma capacidade \u00edmpar de prospec\u00e7\u00e3o de obras. N\u00e3o cultuava os valores do mercado, era um intelectual e sabia discernir algo que fosse de fato relevante sob o ponto de vista hist\u00f3rico e cultural. Da\u00ed sua import\u00e2ncia&#8221;<\/em>, diz a pesquisadora Ana Maria Belluzzo, autora do livro O Brasil dos Viajantes (Editora Objetiva).<\/p>\n<p><a href='https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/uploads\/bras12.jpg' title='bras12.jpg'><img src='https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/uploads\/bras12.jpg' alt='bras12.jpg' \/><\/a><br \/>\nFoto: Roberto Setton<\/p>\n<p>TR\u00caS MOMENTOS<br \/>\nPaisagem de Ouro Preto, pelo bot\u00e2nico alem\u00e3o Von Martius em sua expedi\u00e7\u00e3o pelo interior do Brasil, em 1817; cena da Guerra do Paraguai, feita pelo italiano Edoardo de Martino no campo de batalha; e o mapa de 1552, a pe\u00e7a mais antiga da cole\u00e7\u00e3o, com a Am\u00e9rica do Sul habitada por canibais: preciosidades garimpadas por Stickel ao longo de quatro d\u00e9cadas<br \/>\nA pe\u00e7a mais antiga do acervo \u00e9 um curioso mapa feito pelo cart\u00f3grafo alem\u00e3o Sebastian M\u00fcnster, que mostra a Am\u00e9rica do Sul povoada por canibais. \u00c9 datado de 1552, ou seja, pertence a um per\u00edodo de escassa iconografia, que se estende pelos 300 anos seguintes, mas do qual o colecionador conseguiu registros importantes \u2013 por exemplo, uma gravura de 1668 com navios holandeses no litoral de Recife, feita a partir de desenho de Frans Post. A cole\u00e7\u00e3o traz tamb\u00e9m obras produzidas por pessoas que foram testemunhas privilegiadas da hist\u00f3ria, como o italiano Edoardo de Martino, que presenciou a Guerra do Paraguai a bordo de um navio brasileiro. Ele deixou como legado diversos registros de batalha \u2013 uma esp\u00e9cie de fotojornalismo a l\u00e1pis \u2013 cujos esbo\u00e7os originais s\u00e3o preciosos. Outro tesouro de Stickel s\u00e3o 78 desenhos originais feitos por Von Martius, que percorreu o interior do Brasil entre 1817 e 1820, viajando de barco e em lombo de burro. Ele catalogou 22 700 esp\u00e9cies de planta, publicadas na monumental obra Flora Brasiliensis, e tamb\u00e9m retratou algumas cidades que encontrou pelo caminho. O livro \u00e9 ilustrado com litografias feitas por artistas europeus a partir de desenhos originais como os obtidos por Stickel, que s\u00e3o o registro feito pelo pr\u00f3prio Von Martius e acabam sendo mais vivos e ricos em detalhes do que as imagens publicadas no livro.<br \/>\nO car\u00e1ter instant\u00e2neo destaca-se na cole\u00e7\u00e3o de Stickel, de uma forma geral. Boa parte das obras s\u00e3o desenhos e aquarelas produzidas em campo. Nesse sentido, o conjunto complementa e se afina com o acervo de fotografias do Instituto Moreira Salles, que tem a cole\u00e7\u00e3o de Marc Ferrez, composta de 6 000 imagens.<br \/>\n<em>&#8220;Os desenhos e pinturas mostram o Brasil at\u00e9 o s\u00e9culo XIX. As fotos d\u00e3o continuidade a esse registro da\u00ed em diante&#8221;<\/em>, diz o superintendente executivo do instituto, Antonio Fernando De Franceschi. A imagem principal que ilustra esta reportagem mostra justamente a conflu\u00eancia desses dois formatos. Trata-se de uma litografia colorida com aquarela e l\u00e1pis de cor, feita a partir de uma imagem do Rio de Janeiro captada por daguerre\u00f3tipo, provavelmente na metade do s\u00e9culo XIX. O autor \u00e9 o franc\u00eas Eug\u00e8ne Cic\u00e9ri, considerado um dos maiores lit\u00f3grafos do per\u00edodo. Na \u00e9poca, embora j\u00e1 existisse a fotografia, sua transposi\u00e7\u00e3o para o papel continuava sendo feita em gravura, que permitia a reprodu\u00e7\u00e3o em tamanho maior e podia ser colorida a m\u00e3o. \u00c9 um trabalho que sintetiza o valor dessa cole\u00e7\u00e3o impressionante e reveladora de aspectos pouco conhecidos da paisagem, da hist\u00f3ria e da vida cotidiana do Brasil.<br \/>\n:: Marcelo Bortoloti &#8211; Revista Veja<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deu na Veja: Segredos do Brasil Moreira Salles compra acervo com 1.500 imagens raras do pa\u00eds dos s\u00e9culos XVI ao XIX. 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