{"id":38271,"date":"2022-01-26T07:28:21","date_gmt":"2022-01-26T10:28:21","guid":{"rendered":"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/?p=38271"},"modified":"2022-01-26T07:28:21","modified_gmt":"2022-01-26T10:28:21","slug":"gife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/3setor\/38271","title":{"rendered":"gife"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-38272\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/gife-1.jpg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"459\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/gife-1.jpg 709w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/gife-1-150x97.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><\/p>\n<p class=\"post--meta\">POR\u00a0<span class=\"post--author\">GIFE<\/span>\u00a0EM\u00a0<time class=\"post--date\" datetime=\"2022-01-24T09:30:39-03:00\">24\/01\/2022<\/time><\/p>\n<div class=\"post--content\">\n<p>As constantes mudan\u00e7as na Lei\u00a0Rouanet,\u00a0principal ferramenta de incentivo \u00e0<a href=\"https:\/\/gife.org.br\/em-meio-a-cenario-de-incertezas-lei-rouanet-cresce-29\/\">\u00a0cultura no Brasil,<\/a>\u00a0e o impacto da pandemia para a \u00e1rea t\u00eam sido grandes desafios para o terceiro setor, conforme evidenciam especialistas.\u00a0Para o Fernando Stickel, CEO da Funda\u00e7\u00e3o Stickel, um dos grandes entraves \u00e9 a capta\u00e7\u00e3o de recursos. \u201cA Lei Rouanet acaba de sofrer mais um rev\u00e9s. N\u00e3o vejo o cen\u00e1rio melhorar, s\u00f3 piorar. \u00c9 muito dif\u00edcil ser terceiro setor e da \u00e1rea cultural no Brasil.\u201d<\/p>\n<p>Cabe destacar que logo nos primeiros dias de 2022, o secret\u00e1rio de Incentivo e Fomento \u00e0 Cultura, Andr\u00e9 Porciuncula, anunciou, por meio de suas redes sociais, um pacote de mudan\u00e7as na<a href=\"http:\/\/leideincentivoacultura.cultura.gov.br\/\">\u00a0Lei Rouanet.\u00a0<\/a>Uma das propostas \u00e9 reduzir em 50% o teto do incentivo federal, que ficaria em R$ 500 mil.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as de curso do principal mecanismo de fomento \u00e0 cultura nacional, no entanto, n\u00e3o representam uma novidade. Nos \u00faltimos anos, o setor tem se acostumado a ouvir, cotidianamente,<a href=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/brasil\/leia-as-mudancas-anunciadas-para-a-lei-rouanet\/\">\u00a0cr\u00edticas e propostas de altera\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a essa pol\u00edtica p\u00fablica por parte dos agentes p\u00fablicos<\/a>, principalmente.<\/p>\n<p>\u201cO setor cultural e toda sua cadeia produtiva j\u00e1 vinha de uma s\u00e9rie de desmontes em termos de pol\u00edticas p\u00fablicas. A pandemia, quando para toda a cadeia produtiva, vai exigir mais de alguns setores e a cultura, de fato, foi um dos setores que mais sentiu essa paralisa\u00e7\u00e3o, principalmente sem uma rede de prote\u00e7\u00e3o aos seus agentes, como artistas, t\u00e9cnicos e produtores culturais\u201d, avalia o gerente de cultura do departamento nacional do Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio (<a href=\"https:\/\/www.sesc.com.br\/\">Sesc<\/a>), Marcos Rego.<\/p>\n<p>Durante esse per\u00edodo, foram necess\u00e1rias in\u00fameras adapta\u00e7\u00f5es para que o segmento pudesse se reinventar e manter minimamente suas atividades. A<a href=\"https:\/\/www.fundacaostickel.org.br\/\">\u00a0Funda\u00e7\u00e3o Stickel<\/a>\u00a0estreou no ambiente virtual com a promo\u00e7\u00e3o de cursos diversos, alguns que devem permanecer no formato remoto mesmo ap\u00f3s o fim da pandemia. \u201cAbrimos cursos in\u00e9ditos, tudo online, como M\u00fasica e Hist\u00f3ria da Arte. Passamos tudo para o online e mudamos a nossa maneira de atuar com cultura ap\u00f3s tantas d\u00e9cadas de exist\u00eancia\u201d, explica Fernando Stickel, CEO da Funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><b>Investimento e pol\u00edticas p\u00fablicas<\/b><\/h3>\n<p>Claudio Anjos, presidente da\u00a0<a href=\"https:\/\/formare.org.br\/\">Funda\u00e7\u00e3o Iochpe<\/a>, analisa que o investimento social privado (ISP) tem um papel fundamental na retomada dos setores educacional e cultural do pa\u00eds \u2013 imprescind\u00edveis\u00a0para promover o desenvolvimento integral dos jovens e estudantes.<\/p>\n<p>\u201cApenas com a participa\u00e7\u00e3o de toda a sociedade \u2013 incluindo governo, terceiro setor, empresas e cidad\u00e3os \u2013 ser\u00e1 poss\u00edvel transformar a realidade da educa\u00e7\u00e3o e da cultura no Brasil\u201d, analisa. A avalia\u00e7\u00e3o de Claudio vai ao encontro da de Fernando, que tamb\u00e9m v\u00ea\u00a0<a href=\"https:\/\/gife.org.br\/cooperacao-do-isp-com-a-gestao-publica\/\">a participa\u00e7\u00e3o do ISP como essencial diante de \u201cum governo despreparado\u201d<\/a>.<\/p>\n<p>Para Marcos, as parcerias entre a iniciativa privada e o setor cultural geram novas possibilidades. \u201cEnquanto as pol\u00edticas p\u00fablicas t\u00eam o sagrado dever de inclus\u00e3o de todas as manifesta\u00e7\u00f5es e possibilidades culturais da contemporaneidade, o setor privado pode olhar para determinado nicho e investir mais de forma contundente.\u201d<\/p>\n<p>Um exemplo citado por Marcos \u00e9 o apoio do Sesc ao campo circense, atingido ao longo dos anos com a falta de investimentos. \u201cA parceria do p\u00fablico e do privado nessa \u00e1rea \u00e9 essencial para minimizar longos anos de car\u00eancia de recursos financeiros e de falta de escoamento da produ\u00e7\u00e3o de arte.\u201d<\/p>\n<p>O CEO da Funda\u00e7\u00e3o Stickel enxerga tr\u00eas \u00e1reas que carecem de aten\u00e7\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o por parte das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil (OSCs): governan\u00e7a,\u00a0<i>compliance (<\/i>em tradu\u00e7\u00e3o livre significa estar em conformidade com normas, leis, regulamentos, pol\u00edticas e diretrizes<i>)<\/i>\u00a0e capta\u00e7\u00e3o de recursos.<\/p>\n<p>\u201cAs institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o pensam nem colocam em pr\u00e1tica esses elementos ficar\u00e3o para tr\u00e1s. Al\u00e9m disso, precisamos avan\u00e7ar no Brasil com a cultura de doa\u00e7\u00e3o. E o nosso papel como terceiro setor \u00e9 falar, divulgar e valorizar o quanto isso \u00e9 importante para o nosso pa\u00eds\u201d, sinaliza.<\/p>\n<h3><b>Retomada baseada na realidade<\/b><\/h3>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Iochpe espera\u00a0um ano com um setor cultural mais ativo e com uma oferta art\u00edstica mais ampla do que em 2020 e 2021. De acordo com o presidente da institui\u00e7\u00e3o, um projeto voltado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o profissional ser\u00e1 lan\u00e7ado este ano, o que permitir\u00e1 \u00e0s escolas p\u00fablicas e empresas privadas ampliar a sua oferta de cursos profissionalizantes para jovens de baixa renda de maneira remota.<\/p>\n<p>\u201cInvestir na retomada poss\u00edvel\u201d \u00e9 o que prop\u00f5e Marcos Rego ao ser questionado sobre volta das atividades culturais presenciais oferecidas pelo Sesc. Por enquanto, como foi durante todo o per\u00edodo pand\u00eamico, a institui\u00e7\u00e3o segue investindo nos pequenos produtores culturais e artistas, al\u00e9m do constante di\u00e1logo com as comunidades tradicionais para entender suas necessidades e desafios frente \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p>\u201cEstamos retomando tudo o que \u00e9 poss\u00edvel, mas sempre com um olhar para as regras sanit\u00e1rias. Entendemos que o digital alcan\u00e7ou muito mais gente, mas ele n\u00e3o d\u00e1 conta do que \u00e9 essencial para n\u00f3s da cultura, que \u00e9 o encontro, a possibilidade de estarmos juntos, vivendo experi\u00eancias e fen\u00f4menos culturais. Uma volta baseada na realidade\u201d, explica Marcos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR\u00a0GIFE\u00a0EM\u00a024\/01\/2022 As constantes mudan\u00e7as na Lei\u00a0Rouanet,\u00a0principal ferramenta de incentivo \u00e0\u00a0cultura no Brasil,\u00a0e o impacto da pandemia para a \u00e1rea t\u00eam sido grandes desafios para o terceiro setor, conforme evidenciam especialistas.\u00a0Para o Fernando Stickel, CEO da Funda\u00e7\u00e3o Stickel, um dos grandes entraves \u00e9 a capta\u00e7\u00e3o de recursos. \u201cA Lei Rouanet acaba de sofrer mais um rev\u00e9s. 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