{"id":37251,"date":"2021-07-09T08:26:55","date_gmt":"2021-07-09T11:26:55","guid":{"rendered":"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/?p=37251"},"modified":"2021-07-19T10:35:19","modified_gmt":"2021-07-19T13:35:19","slug":"faces-no-estadao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/arte\/37251","title":{"rendered":"faces no estad\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/werther.jpg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"509\" class=\"alignleft size-full wp-image-37252\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/werther.jpg 709w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/werther-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><br \/>\nAgnaldo Farias (sentado), Livio Tragtenberg (de azul) e Fernando Stickel (de vermelho) Foto: WERTHER SANTANA\/ESTAD\u00c3O<\/p>\n<p><strong>Funda\u00e7\u00e3o Stickel realiza festival digital<\/strong><br \/>\nEntre os convidados para a primeira edi\u00e7\u00e3o do &#8216;Faces&#8217; est\u00e3o Vik Muniz, Livio Tragtenberg e o fot\u00f3grafo Vincent Rosenblatt<\/p>\n<p>Por Antonio Gon\u00e7alves Filho, O Estado de S. Paulo 09 de julho de 2021<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Stickel adota o lema \u201ca arte transforma\u201d desde 2012. Fernando Stickel, filho do industrial, filantropo e colecionador Erico Stickel (1920-2004), que criou a institui\u00e7\u00e3o, resolveu, ent\u00e3o, convidar um curador para dar prosseguimento ao trabalho social desenvolvido pelo pai, recorrendo a artistas dispostos a dividir seus conhecimentos com a popula\u00e7\u00e3o carente da cidade. Muitas exposi\u00e7\u00f5es e cursos depois, a Funda\u00e7\u00e3o promove, a partir do dia 11 de agosto, a primeira edi\u00e7\u00e3o de seu\u00a0Faces \u2013 Festival de Arte e Cultura Erico Stickel, totalmente digital. Com curadoria do professor e cr\u00edtico Agnaldo Farias, o festival ter\u00e1 mesas dedicadas \u00e0 discuss\u00e3o de artes visuais, m\u00fasica, cinema, literatura, urbanismo e tecnologia. Entre os convidados\u00a0est\u00e3o o m\u00fasico e compositor Livio Tragtenberg, o fot\u00f3grafo franc\u00eas Vincent Rosenblatt, o artista visual Vik Muniz, o pintor Rodrigo Andrade e o poeta espanhol Adolfo Montejo Navas.<br \/>\nSegundo Agnaldo Farias, o Faces marca a nova fase da Funda\u00e7\u00e3o Stickel e o centen\u00e1rio de seu idealizador Erico Stickel, que criou com a esposa, Martha Diederichsen Stickel, em 1954, uma funda\u00e7\u00e3o beneficente para amparar as fam\u00edlias carentes em Campos do Jord\u00e3o, prestando assist\u00eancia m\u00e9dica e social aos doentes de tuberculose. Bibli\u00f3filo e colecionador de arte, Erico foi um dos donos da ic\u00f4nica tela\u00a0Abaporu\u00a0(1928), da modernista Tarsila do Amaral, antes que seu \u00faltimo propriet\u00e1rio brasileiro, o empres\u00e1rio Raul Forbes, vendesse em leil\u00e3o (1995) a tela hoje pertencente ao Malba, de Buenos Aires.<\/p>\n<p>Muitas obras de arte igualmente valiosas e livros raros passaram pelas m\u00e3os de Erico Stickel. Quando morreu, conta seu filho Fernando, obras dos pintores viajantes que retrataram o Brasil em s\u00e9culos passados foram encontradas em sua mapoteca e vendidas ao Instituto Moreira Salles. Sua biblioteca foi doada ao Instituto de Estudos Brasileiros da USP, em 2002.<br \/>\nSeguindo o caminho do pai, Fernando Stickel tamb\u00e9m come\u00e7ou a colecionar arte \u2013 com foco nos artistas dos anos 1970, em especial os fundadores da Escola Brasil (Baravelli, Fajardo, Jos\u00e9 Resende). Foi assim que a Funda\u00e7\u00e3o Stickel, tamb\u00e9m com a ajuda da esposa de Fernando, Sandra Pierzchalski, fortaleceu os la\u00e7os com os artistas participantes de projetos com a popula\u00e7\u00e3o menos favorecida de bairros perif\u00e9ricos, como Vila Brasil\u00e2ndia. Em sua sede foram expostos trabalhos de pintores como C\u00e1ssio Michalany e fot\u00f3grafos como Juan Esteves, entre muitos outros que participaram dos projetos comunit\u00e1rios da funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre os participantes do\u00a0Faces, o franc\u00eas Vincent Rosenblatt tem uma s\u00e9rie bastante divulgada sobre o trabalho com as comunidades cariocas. Um em especial,\u00a0Rio Baile Funk\u00a0(2005\/2006), foi feito logo que chegou ao Rio e descobriu os morros e as favelas cariocas. Atra\u00eddo pelo som e as dan\u00e7as sensuais dos afrodescendentes, ele passou a frequentar os bailes funk e a registrar a folia noturna nas comunidades. Rosenblatt participa da mesa\u00a0Tecnologia e Descompress\u00e3o\u00a0(dia 18 de agosto) ao lado da artista visual paulistana Vivian Caccuri, que participou de bienais e cujo trabalho tem como foco alterar a percep\u00e7\u00e3o do espectador com instala\u00e7\u00f5es sonoras. Ao lado deles, tamb\u00e9m estar\u00e3o o pesquisador e produtor pernambucano GG Albuquerque, que estuda a m\u00fasica produzida na periferia, e Daniel Gurgel, artista visual que trabalha com jovens das comunidades.<\/p>\n<p>Sobre a proposta de valorizar a arte e o trabalho de popula\u00e7\u00f5es fora do circuito, o curador Agnaldo Farias diz que, j\u00e1 no primeiro dia do festival (11\/8), o espectador poder\u00e1 assistir a um premiado filme do fot\u00f3grafo e artista Vik Muniz,\u00a0Lixo Extraordin\u00e1rio, document\u00e1rio anglo-brasileiro de 2010 sobre a obra conjunta desenvolvida por Muniz com os catadores de material recicl\u00e1vel no aterro do Jardim Gramacho, periferia de Duque de Caixas, na Baixada Fluminense. No dia seguinte (12\/8), o pr\u00f3prio curador participa de um debate com o pintor Rodrigo Andrade (que deu aulas de pintura e formou um grupo na periferia de S\u00e3o Paulo) e Jo\u00e3o Angelino, que mora numa cidade-sat\u00e9lite do Distrito Federal. Eles v\u00e3o discutir temas propostos pelo p\u00fablico.<\/p>\n<p>No dia 13 de agosto, o compositor Livio Tragtenberg fala sobre as rela\u00e7\u00f5es sonoras e visuais na metr\u00f3pole com a cineasta Eliane Caff\u00e9 e o fot\u00f3grafo Tuca Vieira. Livio \u00e9 um dos mais radicais criadores experimentais, que transita entre g\u00eaneros sem nenhum preconceito, de Erik Satie a Frank Zappa. Em 2004, ele montou a Orquestra de M\u00fasicos das Ruas de S\u00e3o Paulo, repetindo o formato em v\u00e1rias capitais fora do Pa\u00eds (Berlim, Bruxelas), chegando a formar a Orquestra Mediterr\u00e2nea com m\u00fasicos da Gr\u00e9cia, Espanha, Marrocos, S\u00e9rvia, It\u00e1lia, Fran\u00e7a, L\u00edbano e Turquia. \u00c9 autor de diversas trilhas para o cinema, teatro (Pasolini) e bal\u00e9 (H\u00e4nsel und Gretel).<br \/>\nNo dia 19 de agosto, o poeta visual espanhol Adolfo Montejo Navas, que desembarcou no Rio de Janeiro no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, discute as rela\u00e7\u00f5es entre literatura e artes visuais com a cr\u00edtica liter\u00e1ria Noemi Jaff\u00e9. Navas \u00e9 um herdeiro da tradi\u00e7\u00e3o dada\u00edsta, uma esp\u00e9cie de Jos\u00e9 Juan Tablada da Espanha, representando a modernidade que caracterizou a produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica do vanguardista mexicano, fazendo uso da oralidade e tamb\u00e9m dos caligramas que identificam a poesia de Tablada (1871-1945).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/estadao-2.jpg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"1171\" class=\"alignleft size-full wp-image-37298\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/estadao-2.jpg 709w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/estadao-2-91x150.jpg 91w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agnaldo Farias (sentado), Livio Tragtenberg (de azul) e Fernando Stickel (de vermelho) Foto: WERTHER SANTANA\/ESTAD\u00c3O Funda\u00e7\u00e3o Stickel realiza festival digital Entre os convidados para a primeira edi\u00e7\u00e3o do &#8216;Faces&#8217; est\u00e3o Vik Muniz, Livio Tragtenberg e o fot\u00f3grafo Vincent Rosenblatt Por Antonio Gon\u00e7alves Filho, O Estado de S. 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