{"id":24528,"date":"2012-07-30T11:28:34","date_gmt":"2012-07-30T14:28:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/?p=24528"},"modified":"2020-12-13T13:54:36","modified_gmt":"2020-12-13T16:54:36","slug":"campos-do-jordao-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/familia\/24528","title":{"rendered":"campos do jord\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/familia\/24528\/attachment\/casacampos\" rel=\"attachment wp-att-24538\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/uploads\/casacampos1.jpg\" alt=\"\" title=\"casacampos\" width=\"720\" height=\"601\" class=\"alignleft size-full wp-image-24538\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Campos do Jord\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Meu av\u00f4 Ernesto Diederichsen (1878-1949), industrial e empres\u00e1rio e minha av\u00f3 Maria Elisa Arens Diederichsen (Lili)  chegaram \u00e0 cidade serrana de Campos do Jord\u00e3o SP em 1936. Encantados com o cen\u00e1rio alpino, adquiriram grandes \u00e1reas de terra na regi\u00e3o.<br \/>\nConstruiram em \u00e1rea de cerca de 100 alqueires denominada \u201cFazenda Toriba\u201d a \u201cCasa Grande\u201d destinada ao veraneio da fam\u00edlia, inaugurada em 1941. Na sequ\u00eancia, associados ao genro Luiz Dumont Villares constru\u00edram o Hotel Toriba, inaugurado em 1943.<\/p>\n<p>At\u00e9 o comecinho dos anos 70 as fam\u00edlias Stickel, Diederichsen e Villares passavam as f\u00e9rias de Julho na Casa Grande. A casa era imensa, tinha tr\u00eas alas, duas no t\u00e9rreo (Stickel e Diederichsen), e uma no piso superior (Villares). O quarto da Vov\u00f3 Lili (1883-1973), a dona da casa, ficava em um \u201ccorner\u201d da ala Stickel. Havia ainda a casa da portaria, no andar superior da casa do caseiro, o que significava no total cerca de 16 quartos e perto de 50 pessoas na casa na alta temporada de Julho, pois v\u00e1rios quartos eram guarnecidos de dois beliches. Logo na entrada, sobre o gramado, ficava um lindo chor\u00e3o, ao seu lado o telhadinho do sino, seu toque chamava para as refei\u00e7\u00f5es.<br \/>\nNo total, a Fazenda Toriba englobava duas portarias (Toriba e Umuarama), dois chal\u00e9s, a Casa Grande, duas ou tr\u00eas casas de colonos, a garagem do trator, a casa do Fritz, o administrador, a cocheira ao lado do lago e a horta, cuidada pelo \u201cJo\u00e3ozinho da Horta\u201d, que tamb\u00e9m era um artista \u201cnaif\u201d, pintava sobre madeira. In\u00fameras constru\u00e7\u00f5es auxiliares se espalhavam pela \u00e1rea, caixas d\u2019\u00e1gua, estufas, barragens, capta\u00e7\u00e3o de \u00e1guas e casa de bombas, etc\u2026<br \/>\nOs dois chal\u00e9s eram ocupados, um pela fam\u00edlia Lenz Cesar, e o outro alugado \u00e0 fam\u00edlia Van Langendonck. A portaria de Umuarama era tradicionalmente alugada para a fam\u00edlia Oliveira.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as se auto-definiam em grupos pelas idades como \u201cpequenos, 8-9&#8243;, \u201cm\u00e9dios, 10-11&#8243; e \u201cgrandes, 13-14&#8243;, nesta escala um ou dois anos de diferen\u00e7a faziam a separa\u00e7\u00e3o dos grupos. O grupo dos pequenos adorava fazer cabana dentro de casa, prendiam colchas e len\u00e7\u00f3is trazidos pelas m\u00e3es com pregadores no espaldar das cadeiras, e se instalavam confortavelmente sobre almofadas.<br \/>\nEu, meu amigo Klaus, meu primo Bernardo e a os irm\u00e3os mais velhos da fam\u00edlia Oliveira, Mauricio, Marcelo e Marcos eram os \u201cgrandes\u201d, e esta turminha n\u00e3o se cansava de aprontar, tendo certa feita se dedicado a quebrar TODOS os vidros da cocheira! Quando os pais souberam da fa\u00e7anha aplicaram uma das maiores broncas de que tenho mem\u00f3ria, e v\u00e1rios castigos\u2026<\/p>\n<p>A rotina di\u00e1ria incluia sair a cavalo logo cedo, passeios os mais diversos, at\u00e9 a hora do almo\u00e7o, depois do almo\u00e7o trabalhar nas \u201cestradinhas\u201d, constru\u00e7\u00e3o coletiva de estradas, grutas, pontes, escavadas em um barranco perto da Casa Grande, depois \u201czonear\u201d no Hotel Toriba, onde os netos de Dona Lili, minha av\u00f3, podiam fazer tudo, inclusive assaltar a confeitaria\u2026<br \/>\n\u00c1 noite, banho, pijama, \u201crobe-de-chambre\u201d e chinelos de l\u00e3 com sola lisa de couro, que nos incentivava a derrapar no piso de cer\u00e2mica vermelha, em seguida jantar e jogos perto da lareira. Os mais safados costumavam assaltar a despensa, recheada de latas de biscoito e leite condensado. O acesso sempre trancado era driblado por uma passagem secreta atrav\u00e9s da lavanderia\u2026<\/p>\n<p>Vez por outra visit\u00e1vamos o Ibat\u00e9, casa do meu tio Luiz Dumont Villares, e o programa era sempre nadar na piscina gelada e o escorregador de alum\u00ednio!<br \/>\nA Casa Grande tinha um \u00fanico telefone, alojado em uma cabine anexa ao lavabo, as liga\u00e7\u00f5es muito dif\u00edceis eram atrav\u00e9s da telefonista. Do lado de fora, o pavilh\u00e3o do ping-pong, construido em \u201clogs\u201d. Na entrada, do lado direito do port\u00e3o principal ficava uma \u00e1rea coberta que abrigava uma d\u00fazia de cavalos.<\/p>\n<p>Durante as f\u00e9rias de Julho os pais chegavam de S\u00e3o Paulo \u00e0s sextas-feiras, para grande alegria de todos, carregados de revistas, guloseimas, etc&#8230; Nas manh\u00e3s de s\u00e1bado e domingo meu tio Ernesto montava as caixas de som nas janelas da sala, direcionadas para o p\u00e1teo externo, e tocava m\u00fasica cl\u00e1ssica, Dave Brubeck e outras preciosidades. Ficava todo mundo por ali curtindo o som, lendo, tomando um sol ou simplesmente ouvindo o vento nas \u00e1rvores.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/uploads\/orestes.jpg\" alt=\"orestes\" width=\"185\" height=\"273\" class=\"alignleft size-full wp-image-30922\" \/><br \/>\nVez por outra a Casa Grande recebia a visita de Frei Orestes Girardi, baixinho, mag\u00e9rrimo e corcunda, o Frei era uma importante lideran\u00e7a local, sempre batalhando pelos pobres. Talvez tenha sido o meu primeiro contato com o Terceiro Setor\u2026<\/p>\n<p>O cavalo Winnetou da Vov\u00f3 Lili morreu ao escorregar em uma grota ao lado da Casa Grande, ao resgatar o corpo do animal descobriu-se uma fonte de \u00e1gua pura e cristalina, que a partir deste momento passou a ser chamada de Fonte Winnetou, na qual Vov\u00f3 Lili bebia \u00e1gua todos os dias!<br \/>\nInevitavelmente, a cada m\u00eas de Julho, era construida uma cabana no meio do mato. Todos participavam, e carregavam martelos, pregos, serrote, machadinhas, fac\u00f5es, etc\u2026 \u00d3bviamente um ou outro era v\u00edtima de tantos objetos perfuro-cortantes, e as diligentes m\u00e3es tinham que se desdobrar como enfermeiras, e levar algu\u00e9m para a cidade dar pontos\u2026<\/p>\n<p>No lago haviam dois ou tr\u00eas caiaques de lona, e sempre que eu me aventurava por aquelas bandas acabava por cair no lago e voltava molhado e enlameado para casa. Ali\u00e1s, \u00e1gua, chuva, lama e sapos faziam parte integrante das f\u00e9rias, sair pelado na chuva era o m\u00e1ximo!<br \/>\nAs aventuras com cavalo eram in\u00fameras, e os tombos tamb\u00e9m, ao meu primeiro cavalo dei o nome de Ferraz, o segundo foi o Carbono, tinha esse nome por sua cor gafite azulado, lindo! Os mais velhos faziam excurs\u00f5es a cavalo que duravam dois ou tr\u00eas dias, dorm\u00edamos em sleeping bags debaixo de um c\u00e9u est\u00fapidamente estrelado!<\/p>\n<p>Um dos passeios recorrentes era a visita ao Matadouro Municipal, na serra velha, era o fasc\u00ednio do horror, da morte, do sangue, a l\u00edngua de fora e os olhos vidrados. Mas o pior eram os cheiros, porque ao lado existia um curtume, e a\u00ed \u00e9 que a sinfonia sensorial pegava pesado!<br \/>\nAs excurs\u00f5es \u00e0 Pedra do Ba\u00fa envolviam log\u00edstica mais sofisticada, \u00e0s vezes volt\u00e1vamos pelo Acampamento Paiol Grande e S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed. Quem tinha medo ia s\u00f3 at\u00e9 o Bauzinho\u2026<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo dos autom\u00f3veis era s\u00e9rio\u2026<br \/>\nCom cerca de 13 anos eu queria guiar de qualquer jeito, e meu pai me ensinou a guiar em uma Rural Wyllis, com c\u00e2mbio no ch\u00e3o. Nesta fase ele permitia que eu guiasse dentro dos limites da fazenda, o que significava intermin\u00e1veis idas e vindas em uma pequena estrada de terra de cerca de 2 km.<br \/>\nEu dirigia tudo o que me caisse nas m\u00e3os, principalmente uma camionete Ford 1951 cinza, caindo aos peda\u00e7os, um trator vermelho Case dos anos 40, de rodinhas juntas na frente, e o carro da minha av\u00f3 Lili, um Ford Tudor V8 1955 branco.<br \/>\n\u00c0 noite, eu e meu primo Bernardo sempre encontr\u00e1vamos um jeito de roubar os carros, e a\u00ed sa\u00edamos para fora da fazenda, eu guiando o Ford Tudor e ele no Plymouth Belvedere 1959 do pai dele. Eram corridas entre Abern\u00e9ssia e Capivari, sempre em alta velocidade, a mais de 100km\/h. As avenidas eram totalmente desertas e geladas e eu lembro das luzes dos postes passando r\u00e1pidamente contra o c\u00e9u estrelado. S\u00f3 n\u00e3o aconteceu um acidente nestas sa\u00eddas noturnas porque a divina provid\u00eancia houve por bem nos poupar!<\/p>\n<p>Muitas e muitas vezes todos se mobilizavam para ajudar no combate aos inc\u00eandios na mata, que eram comums na \u00e9poca de inverno. Muitos relacionamentos, namoros e at\u00e9 casamentos conteceram a partir das brincadeiras nas noites geladas, excurs\u00f5es ao Pico do Itapeva, festas em casas dos amigos, bailinhos no Hotel Toriba etc\u2026<\/p>\n<p>Bons tempos!!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/campos-1.jpg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"471\" class=\"alignleft size-full wp-image-34510\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/campos-1.jpg 709w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/campos-1-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><br \/>\nA planta da casa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg1.jpg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"1059\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35410\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg1.jpg 709w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg1-100x150.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><br \/>\nUma amiga me enviou estas fotos da casa construida por Floriano Pinheiro, publicadas na revista Acr\u00f3pole N\u00ba 72 de Abril 1944.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg2.jpg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"546\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35411\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg2.jpg 709w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg2-150x116.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg3.jpg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"527\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35412\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg3.jpg 709w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg3-150x111.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg4.jpg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"545\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35413\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg4.jpg 709w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg4-150x115.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg5.jpg\" alt=\"\" width=\"551\" height=\"709\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35414\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg5.jpg 551w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg5-117x150.jpg 117w\" sizes=\"(max-width: 551px) 100vw, 551px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg6.jpg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"519\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35415\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg6.jpg 709w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg6-150x110.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg7.jpg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"515\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35416\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg7.jpg 709w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg7-150x109.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg8.jpg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"516\" class=\"alignleft size-full wp-image-35417\" srcset=\"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg8.jpg 709w, https:\/\/stickel.com.br\/atc\/uploads\/cg8-150x109.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campos do Jord\u00e3o Meu av\u00f4 Ernesto Diederichsen (1878-1949), industrial e empres\u00e1rio e minha av\u00f3 Maria Elisa Arens Diederichsen (Lili) chegaram \u00e0 cidade serrana de Campos do Jord\u00e3o SP em 1936. 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