{"id":22033,"date":"2011-10-06T15:43:45","date_gmt":"2011-10-06T17:43:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/?p=22033"},"modified":"2014-05-16T08:43:06","modified_gmt":"2014-05-16T11:43:06","slug":"steve-jobs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/arte\/22033","title":{"rendered":"steve jobs"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/uploads\/apple1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/uploads\/apple1.jpg\" alt=\"apple\" width=\"709\" height=\"768\" class=\"alignleft size-full wp-image-26918\" \/><\/a><br \/>\nEu n\u00e3o o conheci pessoalmente, mas de alguma forma a vida de Steve Jobs e suas geniais cria\u00e7\u00f5es esteve entrala\u00e7ada com a minha, principalmente por duas vertentes:<\/p>\n<p><strong>1. O computador pessoal<\/strong><br \/>\nQuando morei em New York, no per\u00edodo 1984-85, necessitei escrever meu curr\u00edculo, e acabei por descolar um freelancer que escrevia em um PC primitivo com sistema DOS, tela preta e letras verdes; eu sentava ao lado dele em um apartamento da S\u00e9tima Avenida e ia corrigindo o que ele digitava, ao final da sess\u00e3o imprimia-se o resultado em uma impressora matricial.<br \/>\nFiz desta maneira v\u00e1rias vers\u00f5es, e na volta ao Brasil necessitei continuar o trabalho.<br \/>\nPor uma fant\u00e1stica coincid\u00eancia, conheci em Campos do Jord\u00e3o o Bruno Mortara, amigo da minha ex-mulher Jade, e vi em cima da mesa na casa dele uma revista com o t\u00edtulo &#8220;Desktop Publishing&#8221;, perguntei o que era aquilo, ele me explicou que com o computador Macintosh era poss\u00edvel criar uma publica\u00e7\u00e3o no est\u00fadio, em cima de sua mesa de trabalho.<br \/>\nAchei o m\u00e1ximo, e comecei a trabalhar com o Bruno e seu computador Apple, fizemos in\u00fameros trabalhos desta maneira, anos mais tarde em 1997, orientado pelo Bruno, comprei meu primeiro Macintosh, me tornando um fiel usu\u00e1rio desde ent\u00e3o. Entre 1997 e 99 produzi integralmente o meu livro &#8220;aqui tem coisa&#8221; em um Power Mac G3. Desnecess\u00e1rio dizer que o meu celular \u00e9 um iPhone 4.<\/p>\n<p><strong>2. Jay Chiat<\/strong><br \/>\nConheci o Jay, fabulosa figura humana em 1983 em New York, e tive o privil\u00e9gio de me tornar seu amigo. Em 1984 sua ag\u00eancia de publicidade, Chiat\/Day, foi respons\u00e1vel por uma das mais famosas campanhas jamais feitas, o lan\u00e7amento em rede nacional no Superbowl do filme &#8220;1984&#8221; que apresentou ao mundo o Macintosh da Apple.<br \/>\nNeste mesmo ano cheguei a New York, onde morei at\u00e9 Dezembro de 1985.<br \/>\nO contato com o Jay, ouvir suas hist\u00f3rias do mundo da publicidade, suas campanhas para a Apple, Porsche e Energyzer, frequentar sua casa na 34th Street, e conviver com seus amigos foi para mim uma experi\u00eancia \u00fanica, insubstitu\u00edvel. Atrav\u00e9s dele conheci o est\u00fadio do arquiteto Frank O. Gehry, jantei com o ator Dennis Hopper, manuseei v\u00e1rias caixas do artista Joseph Cornell e guiei seu Porsche um dia inteiro em Los Angeles, al\u00e9m de passar duas temporadas seguidas na C\u00f4te D&#8217;Azur. Com ele aprendi tamb\u00e9m sobre o lado positivo do &#8220;American Way Of Life&#8221;, o empreendedorismo e a objetividade, a valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho e de fazer as coisas direito, da criatividade e da intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>As mortes de Jay Chiat em 2002 aos 70 anos de idade, v\u00edtima de c\u00e2ncer da pr\u00f3stata, e de Steve Jobs, aos 56, v\u00edtima de c\u00e2ncer do p\u00e2ncreas, marcam para mim o fim de um ciclo, dois homens geniais que souberam como ningu\u00e9m falar de modernidade, efici\u00eancia, beleza e intelig\u00eancia, com muito humor e generosidade. O Jay eu conheci de perto, o Steve e seu legado fazem parte da minha vida\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu n\u00e3o o conheci pessoalmente, mas de alguma forma a vida de Steve Jobs e suas geniais cria\u00e7\u00f5es esteve entrala\u00e7ada com a minha, principalmente por duas vertentes: 1. 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