{"id":10853,"date":"2009-06-30T18:06:59","date_gmt":"2009-06-30T21:06:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.stickel.com.br\/atc\/?p=10853"},"modified":"2009-06-30T18:06:59","modified_gmt":"2009-06-30T21:06:59","slug":"portugueses-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/stickel.com.br\/atc\/humor\/10853","title":{"rendered":"portugueses&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Brasileiro faz piada com portugu\u00eas, por n\u00e3o entender que os dois povos t\u00eam l\u00f3gicas diferentes. O portugu\u00eas mais literal cultiva um preciosismo de sintaxe. Vejam s\u00f3:<\/p>\n<p>Uma conhecida dirigia por Portugal, quando viu um carro com a porta de tr\u00e1s aberta. Solid\u00e1ria, conseguiu emparelhar e avisou:<br \/>\n&#8211; A porta est\u00e1 aberta!<br \/>\nA mulher que dirigia conferiu o problema e respondeu irritada:<br \/>\n&#8211; N\u00e3o, senhora. Ela est\u00e1 mal fechada!<\/p>\n<p>Outro brasileiro estava em Lisboa, e numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no s\u00e1bado. O vendedor disse que n\u00e3o. No s\u00e1bado o brasileiro voltou e deu com a cara na porta. Na segunda-feira, cobrou irritado do portugu\u00eas:<br \/>\n&#8211; O senhor disse que n\u00e3o fechava!<br \/>\nO homem respondeu:<br \/>\n&#8211; Mas como vamos fechar se n\u00e3o abrimos?<\/p>\n<p>Trata-se realmente de um povo admir\u00e1vel, que tem mais cuidado com a l\u00edngua p\u00e1tria do que com a l\u00f3gica, das piadas.<\/p>\n<p>Um amigo jornalista hospedou-se h\u00e1 um m\u00eas num hotel em \u00c9vora. Na hora de abrir a \u00e1gua da pia se atrapalhou, pois na torneira azul estava escrito &#8220;F&#8221; e na outra, preta, tamb\u00e9m &#8220;F&#8221;. Confuso, quis saber da camareira o porque dos dois &#8220;efes&#8221;.<br \/>\nA mo\u00e7a olhou-o com cara de espanto e respondeu, como quem fala com uma crian\u00e7a:<br \/>\n&#8211; Ora pois, Fria e Fervente.<\/p>\n<p>Brasileiro em Lisboa, a passeio, resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do Chiado (bairro de lojas finas) e, al\u00e9m da gravata, comprou ainda um par de meias, duas camisas sociais, uma p\u00f3lo esporte, um par de luvas e um cinto. Chorou um descontinho e pediu para fechar a conta. Viu ent\u00e3o que o vendedor pegou um l\u00e1pis e papel e se pos a fazer contas, multiplicando, somando, tirando porcentagem de desconto, e ele, intrigado, perguntou:<br \/>\n&#8211; O senhor n\u00e3o tem m\u00e1quina de calcular?<br \/>\n&#8211; Infelizmente n\u00e3o trabalhamos com electr\u00f4nicos, mas o senhor pode encontrar na loja justamente aqui ao lado&#8230;<\/p>\n<p>Outro brasileiro, que morou por um ano em Estoril, encontrou-se certo dia meio perdido na cidade, e perguntou ao portugu\u00eas:<br \/>\n&#8211; Ser\u00e1 que posso entrar nesta rua para ir ao aeroporto?<br \/>\n&#8211; Poder o senhor pode, mas de jeito algum vai chegar ao aeroporto&#8230; <\/p>\n<p>E ainda tem aquela, famosa, do escritor Luiz Fernando Ver\u00edssimo. Chegando em Lisboa bem no final da tarde, pegou um t\u00e1xi e, indo para o hotel, travou o seguinte di\u00e1logo com o motorista:<br \/>\n-&#8220;A que horas escurece em Lisboa?&#8221;   E o motorista respondeu:<br \/>\n-&#8220;Em Lisboa n\u00e3o escurece!&#8221; E o Ver\u00edssimo, curioso:<br \/>\n-&#8220;N\u00e3o? Porqu\u00ea?&#8221; E o luso:<br \/>\n-&#8220;Porque ao escurecer acendemos as luzes&#8230;&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasileiro faz piada com portugu\u00eas, por n\u00e3o entender que os dois povos t\u00eam l\u00f3gicas diferentes. O portugu\u00eas mais literal cultiva um preciosismo de sintaxe. Vejam s\u00f3: Uma conhecida dirigia por Portugal, quando viu um carro com a porta de tr\u00e1s aberta. Solid\u00e1ria, conseguiu emparelhar e avisou: &#8211; A porta est\u00e1 aberta! 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