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vida de bar

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Foto do Bar Astor.

Vocês sabem aqueles bares que tem um monte de garrafas de whisky, com a etiqueta do dono?
Pois então, no Bar Supremo, que existiu durante anos na Rua da Consolação, 3473, esquina da Oscar Freire, eu cheguei a ter uma garrafa minha de Red Label.
Corria o início de 1986, eu tinha acabado de voltar de um ano e três meses sabáticos em New York, não tinha onde morar e estava procurando um lugar, enquanto isso minha amiga Simone Raskin gentilíssimamente me cedeu um quarto na sua casa na Al. Tietê.
Ela pouco ficava em casa, morando a maior parte do tempo em Parati, e o filho dela morava na França com o pai, portanto a casa estava quase que 100% só para mim, com uma empregada maravilhosa!
Foi um período difícil, de readaptação, eu estava meio desorientado e procurava refúgio no Supremo, onde sempre tinha umas pessoas conhecidas, papo vai papo vem, drinks…
Finalmente comprei minha garrafa, e certa noite esvaziei-a em várias horas de conversa jogada fora, não lembro (óbviamente) nem com quem, mas muitas pessoas passaram pela mesa.
Acho que ainda comprei uma segunda garrafa, mas no meio do ano já havia descolado casa nova na R. Ribeirão Claro na Vila Olímpia e minha carreira de bebum encerrou-se.
Logo depois, por volta dos meus quarenta anos, abandonei o hábito do uísquinho ao final da tarde, tenho certeza absoluta que não dou para esta vida cativa em uma cadeira de bar.

é isso, por fernando stickel [ 18:20 ]

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